O olhar da mulher sobre o futebol de várzea

Atualizado: Jan 17

Mais do que eternizar momentos, a fotografia é a arte de expressar o que se vê ou se sente. Mais do que um jogo, o futebol é a paixão que move torcidas pelo Brasil e pelo mundo afora. Juntos, a fotografia e o futebol formam uma dupla perfeita, daquelas que se encaixam no esquema tático de qualquer equipe.

​Apesar disso, olhar com o coração não é tarefa para qualquer um, mas Jucinara de Lima, criadora do projeto Juh na Várzea, tira esse trabalho de letra. Moradora do bairro de Taipas, na zona norte de São Paulo, ela é fotógrafa e uma das responsáveis por registrar imagens dos principais campeonatos do futebol de várzea da cidade.


Há mais de um ano a profissional fotografa torneios como a Super Copa Pioneer, Copa da Paz, Copa da Busão, entre muitas outras competições varzeanas, mas a paixão pelo futebol é coisa antiga. Juh sempre esteve nas arquibancadas torcendo pelo seu amado Corinthians, como ela mesma diz, mas outra equipe a levou para a fotografia esportiva: o Monte Azul.


O time de várzea é uma das grandes paixões da fotógrafa. Ainda como torcedora, ela sempre gostou de fotografar os jogos da equipe, seja com o celular ou com uma Cyber-shot (linha de câmeras digitais da Sony). Assim, ela já mostrava que poderia ser igual a um jogador polivalente, que se destaca em diferentes funções, seja fazendo fotos para books ou de eventos, como casamentos e festas de aniversário.


Hoje o foco é a fotografia do futebol que reúne 1.440 times em São Paulo, onde os bandeirões e sinalizadores são liberados, onde a bola rola no terrão, na grama ou no sintético, onde a batucada é contagiante e onde estar junto do alambrado é bem mais interessante do ficar sentado em uma cadeira. Todos esses elementos fazem a várzea ser mágica e oferecem a Juh um novo aprendizado ao fim de cada partida.


A fotógrafa não se importa de carregar as baterias da câmera, limpar as lentes, zerar os cartões de memória e de passar os finais de semana na beira dos gramados. Para ela o que importa é sentir a atmosfera das partidas e, quando é possível, aproveitar uma carona no ônibus da torcida, o que sempre rende boas fotos e grandes histórias.


​Livre do machismo e respeitada em qualquer campo que esteja, a profissional também levanta a bandeira das mulheres no futebol de várzea, seja dentro das quatro linhas, como atletas, árbitras, bandeirinhas, organizadoras das partidas, ou nas arquibancadas torcendo pelos seus times.


Ela destaca o quanto é importante lutar pelos próprios sonhos e quebrar diariamente os paradigmas de que lugar de mulher é fora dos gramados. Por isso, espera que, em breve, novas companheiras na fotografia também surjam nos gramados do futebol de várzea.

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