Hélio Dourado: uma vida dedicada ao Grêmio

Atualizado: 8 de Nov de 2020

O semblante mudava todas as vezes que Hélio Dourado falava sobre Grêmio e o Estádio Olímpico. Os olhos brilhavam, o sorriso largo tomava conta de seu rosto, e era impossível não saber que o patrono gremista sentia o mais puro e verdadeiro amor.


Aos 11 anos, o jovem menino de Santa Cruz do Sul, tornou-se sócio do clube gaúcho. A partir daí, uma história de amor e cumplicidade teve início. Hélio nunca escondeu o amor que sentia pelas cores do clube gaúcho. Ainda na juventude, atuou pelos aspirantes, mas a paixão pela Medicina fez com que os planos mudassem.

Nunca abandonou as cores do clube e, aos 24 anos, comprou uma cadeira cativa no recém-inaugurado Olímpico. Com o passar dos anos, o envolvimento com a entidade aumentou. Em 1967, foi nomeado conselheiro do clube. Sempre atento e preocupado com o Grêmio, passou a ser peça fundamental na nossa história.


Foi eleito presidente pela primeira vez em 1975. Hélio assumiu o clube em um momento delicado, o co-irmão vinha construindo uma hegemonia no Estado, e tínhamos o gosto de não sermos campeões por vários anos. Mas em 1977, o tão sonhado título estava nas mãos tricolores.


Lucas Rizzatti
Dourado com uma miniatura do Estádio Olímpico (foto: Lucas Rizzatti/GE)

Mas o maior ato de amor viria anos depois. Hélio e o arquiteto Plínio Almeida (vencedor do anteprojeto do Olímpico) uniram-se novamente, desta vez para construir o anel superior do estádio e dar a ele o seu segundo nome: Monumental. Hélio mobilizou a torcida pelo país inteiro, e pediu doações de cimento e dinheiro. O ato não apenas auxiliou na construção do nosso saudoso Olímpico, como também mostrou o quanto a torcida confiava em seu trabalho e amor.


O trabalho árduo como presidente rendeu-lhe seis anos seguidos de mandato. A coroação de uma gestão transparente veio com o título inédito do Campeonato Brasileiro de 1981. Momentos inesquecíveis e homenagens merecidas para um dos mais brilhantes presidentes que o Grêmio já teve. E a maior forma de agradecimento veio em 2014, quando o Grêmio deu-lhe o título de patrono do clube.


Um título valioso dado para um homem de fibra, que nunca escondeu o amor e os anos de dedicação em prol do clube. Hélio nos deixou no dia 1º de agosto de 2017, e seu velório foi realizado na Arena do Grêmio.

Obrigada, Hélio! Nenhuma palavra será suficiente para agradecer todos os anos de amor, dedicação, carinho e respeito. Seu nome será imortalizado em nossa história e em nossos corações.

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