14 razões para amar Johan Cruyff

Atualizado: Jul 25

Ídolo, vencedor, habilidoso, comunicador, observador, pensador, inteligente, criativo, inovador, destemido, personalidade forte, irritante, crítico e acadêmico. Esse foi Hendrik Johan Cruyff ou simplesmente o maior craque do futebol holandês de todos os tempos, que faleceu em março de 2016 aos 68 anos, mas que permanece vivo na memória dos apaixonados por futebol em todo o mundo.


Com a tradicional camisa 14, o atleta foi ídolo no Ajax e na Seleção Holandesa. Também teve passagens pelo Barcelona, Los Angeles Aztecs, Washington Diplomats, Levante e Feyenoord. Entre algumas de suas principais conquistas estão os nove Campeonatos Holandeses, as seis Copas KNVB, as três Copas Europeias, um Mundial de Clubes e duas Supercopas da UEFA. Faltou a Copa do Mundo, mas não faltaram motivos para amar o jogador, técnico e comentarista holandês.


O garotinho, nascido a alguns metros do estádio do Ajax, na parte leste de Amsterdã, era figurinha carimbada no vestiário da equipe. Ele tinha o carinho de jogadores e funcionários e mostrava intimidade com a bola nos pés. Não demorou muito para Cruyff virar jogador. Como atleta, desde cedo ele demonstrava ser diferente. Habilidoso, o atacante ainda tinha em seu DNA o dom da comunicação. Ele também era observador e indicava aos colegas de time, ao técnico e aos juízes e bandeirinhas como e o que deveria ser feito durante a partida.


Parecia intrometido, não? Mas a verdade é que Cruyff era incontestável dentro de campo e, além disso, era considerado um pensador do futebol. Isso, porque, junto com seu ex-técnico no Ajax, Rinus Michels, ele criou em meados de 1960 um estilo de jogo usado até hoje. Trata-se do futebol total, uma partida de toques rápidos em que os atletas trocam de posição em busca de espaço. Mas há quem diga que ele criou, na verdade, o futebol holandês.


O inteligente jogador ainda exibia um leque de opções quando o assunto era a criatividade. Ele chutava como poucos com o lado de fora dos pés e tinha uma velocidade de dar inveja a qualquer adversário. Cruyff também era inovador e destemido, sendo capaz de mudar a tática da equipe para ganhar um jogo, mesmo valorizando mais o futebol apresentado do que os resultados obtidos.


Apesar de tanto sucesso, não era fácil lidar com a personalidade de Cruyff, o que ficou mais claro quando ele se tornou técnico. Irritante e crítico, o então professor implantava novas ideias, mas era irredutível a opiniões, o que desagravada jogadores e a diretoria dos clubes.

A carreira de técnico durou nove anos, mas Cruyff seguiu aproveitando seu lado acadêmico e virou comentarista. Com frases e sacadas de efeito, continuou sendo adorado pelos torcedores e também criou alguns inimizades. Mas como toda desvantagem tem suas vantagens, como o próprio diz, o legado de Cruyff segue vivo, principalmente, no Barcelona que até os dias de hoje segue a versão atualizada do chamado futebol cruyffiniano.

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