Brasileiros lotam Museu do Futebol na estreia da Seleção Feminina

Atualizado: Jul 25


Com auditório lotado, escola de samba, movimentos feministas,

e a presença ilustre de uma das mais importantes intérpretes do samba,

Leci Brandão, brasileiros mostraram que o ano é delas

“Se dizem que é chato, mostramos que é emocionante sim! Se dizem que é feio, mostramos que nosso jogo é bonito.” Essa é uma das frases destacadas na exposição “Contra-Ataque”, sobre a história de luta e resistência do futebol feminino no Brasil, no Museu do Futebol. Além da exposição, o Museu está transmitindo os jogos da Copa Feminina, na França, e a transmissão de Brasil x Jamaica, foi um marco tanto para o futebol feminino quanto para quem prestigiava este momento.

Com auditório lotado, escola de samba, movimentos feministas, e a presença ilustre de uma das mais importantes intérpretes do samba, Leci Brandão, brasileiros mostraram que o ano é delas. A estreia da Seleção Brasileira Feminina, na manhã deste domingo (09), retratou a realidade da frase em destaque na exposição. Um jogão repleto de emoção, e como dizia Galvão Bueno, “haaja coração”. O chato brilhou no campo e deixou inúmeros de brasileiros eufóricos a cada lance, gol e bola no pé. O inesperado virou realidade e as mulheres chegaram com tudo, com talento e gol de sobra.

Com crianças tomando conta do espaço, Ana Julia e Giovana Putini chamaram minha atenção durante o jogo, as duas além de estarem assistindo a partida também trocavam figurinhas da Copa da França. Ana, 11 anos, conta que colecionava o álbum masculino também, mas achou importante a iniciativa da Panini de fazer o primeiro álbum feminino. Já a Giovana, relata que esse é o primeiro álbum dela, e que gosta desse momento de troca de figurinhas durante os treinos ou nas idas ao Museu. O maior sonho das duas é ser jogadora profissional da seleção.

Essa visibilidade do futebol feminino está sendo essencial para continuar guiando o sonho de milhares de meninas, além de ser um pontapé para mudar a cultura masculina do futebol. O incentivo familiar é um ponto fundamental para que essa nova geração venha consumindo futebol feminino como o masculino. E a família de Maria e Pedro é um exemplo disso, pois levaram os filhos para assistir o jogo no Pacaembu, com intuito de incentivar o futebol feminino. Um dos motivos é pela filha de sete anos ser fã de futebol e sonhar em jogar com a Marta. Para eles, a iniciativa do Museu é essencial para elevar o potencial do futebol feminino.

Do samba a bola no pé, esse dia foi uma magia, repleto de energia, alegria, união e amor. O som da bateria ecoava, as vozes gritavam "Eu to na Copa, eu tô feliz, eu tô com a Marta, a Formiga e a Cris", as crianças vibravam e o olhar sobre as telas encantavam. Portanto, continuaremos na resistência por elas e com elas. Depois de anos de preconceito, os tabus estão sendo quebrados e o futebol feminino está mostrando que futebol é emoção, basta jogar a bola no pé.

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