A enfermeira que enxergou um espaço no futebol

Atualizado: 25 de Jul de 2020

Todo mundo sabe que qualquer time de futebol tem uma equipe de médicos. Mas você já se perguntou e os enfermeiros onde estão? Pois é, esse foi o questionamento da enfermeira e pós graduada em enfermagem do trabalho Camilla Lino ou simplesmente Lilla.

Tudo começou quando dividia a TV com o irmão que queria ver futebol e ela desenho. Com o passar do tempo a acabou caindo nas garras do esporte e se apaixonando pelo futebol.

Em 2007, nos Jogos Pan-Americanos e Parapan, Camila foi voluntária e viu que faltava um enfermeiro no esporte. Apesar de existir pouca discussão e literatura no Brasil para conseguir se aprofundar no assunto, Camilla decidiu, na sua pós graduação, comparar o jogador de futebol com o trabalhador formal e descobriu que eles também estão sujeitos a riscos ocupacionais.

É importante lembrar que em outros países já existe uma evolução da enfermagem no esporte, como em Portugal, por exemplo, mas aqui do Brasil ainda há uma baixa procura, então não existe cursos de especialização focados nesta área da enfermagem e poucos profissionais em ação. E foi exatamente isso que chamou a atenção de Camilla.

Com isso, ela conseguiu trabalhar nesta área em alguns clubes, bastidores de eventos esportivos e hoje atua no futebol americano do Vasco, Almirantes. Ela está esperando uma resolução do Conselho Federal de Enfermagem para que a enfermagem no esporte se torne uma disciplina da grade do curso e, assim, possa dar aulas sobre o assunto.

Fomento ao Futebol Feminino no RJ

Os trabalhos de Camilla no futebol não se limitam somente à enfermagem. Ela faz parte do grupo de trabalho Fomento ao Futebol Feminino no RJ. É um projeto da Deputada Enfermeira Rejane que criou a Lei Marisa Pires, n° 7576/2017, que estimula o futebol feminino no Rio de Janeiro. O nome Marisa Pires é uma homenagem à capitã da Seleção de 96.

Camilla entrou no grupo em dezembro do ano passado e afirma que o projeto está tendo uma boa resposta que a federação e outras entidades estão apoiando e incentivando meninas a terem mais infraestrutura para praticarem o futebol.

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