Minhas belas experiências em competições internacionais no Brasil

Atualizado: 25 de Jul de 2020

Eu tive o privilégio de assistir in loco às últimas competições que aconteceram no Brasil. É algo sensacional, pensar que seu país está sendo sede de algo importante e que alcança repercussão internacional. Em 2013, fui a um jogo da Copa das Confederações, Espanha x Tahiti, no Maracanã. Foi a primeira vez que eu fui a um estádio, então é um jogo muito nostálgico pra mim. Fui com o objetivo de assistir o espanhol Fernando Torres jogar, já que eu era/sou muito fã dele. Levei uma faixa e uma bandeira do Brasil. Se você acha que a galera estava torcendo pra Espanha, está muito enganado. Os brasileiros não paravam de gritar e apoiar o Tahiti, mesmo após os dez gols espanhóis (quatro de Torres, eu nem pulei de alegria). Foi emocionante ver os agradecimentos de um time como o Tahiti, que apenas um dos jogadores jogava profissionalmente, e que pra eles era uma honra estar em outro continente usando as cores do seu país e participando de uma competição de relevância internacional.

No ano seguinte, foi ano de Copa do Mundo. Como não havia conseguido comprar jogos do Brasil e da Espanha, fui em Bélgica x Argélia e Argentina x Irã, ambos no Mineirão. O clima de Copa do Mundo é mágico, os torcedores vêm vestidos com as cores de sua seleção, cantam, trazem suas faixas e bandeiras e te colocam para festejar com eles. Na primeira partida, como ficamos longe de possíveis torcedores das seleções protagonistas, só conseguíamos ver no anel inferior do estádio uma aglomeração de belgas cantando e festejando. Durante a concentração ao redor do Mineirão, muitas bandeiras da Argélia com escritos que eu não tenho a mínima ideia por não entender árabe, mas chamavam muito a atenção dos brasileiros e tiravam fotos com elas. Durante a partida, os argelinos começaram vencendo com um gol de pênalti de Feghouli. No segundo tempo, a Bélgica virou a partida com gols de Fellaini e Mertens.

Em Argentina x Irã, a emoção de todos de ver Messi. Seu nome é ovacionado nas arquibancadas. No meu caso, eu só estava de olho no Di Maria, que corria e fazia as principais jogadas da celeste, entretanto, sem sucesso. Foi uma partida com um gol solitário, de Lionel Messi de falta nos acréscimos do segundo tempo. Nesse momento, os argentinos incendiaram o Mineirão. Havia alguns torcedores solitários do Irã e íamos nas deles gritando “Irã” mesmo do lado de um aglomerado de argentinos. São tão debochados que acham que podem cantar “Brasil decime que se siente” dentro do meu país. Chegaram na final? Chegaram, mas foram vice.

Em 2016, foi a vez das Olimpíadas. Escolhi uma partida das quartas de final no Mineirão, e nada foi mais engraçado: olhando no chaveamento, poderiam protagonizar essa partida Alemanha, Argentina ou Portugal, mas no final das contas foi Coreia do Sul x Honduras. Todo mundo torcendo pra Honduras, e no meio daqueles jogadores novos meu pai observou um que é destaque nos dias de hoje: Son Heung Min. Toda vez que vejo o coreano fazer gols e história pelo Tottenham, eu lembro que meu pai já havia cantado a pedra sobre ele. Honduras venceu a partida no final das contas por 1 a 0, gol de Alberth Elis e com destaque importante para o goleiro caribenho Luis Lopez.

E agora nesse ano, a Copa América. O sangue latino ferve em minhas veias e posso afirmar tranquilamente que os sul-americanos possuem as melhores torcidas do mundo. Neste último domingo, assisti a Uruguai x Equador e os uruguaios são uma graça. Simpáticos, calorosos. Sentamos na frente de três uruguaios que não paravam de cantar durante toda a partida. A seleção uruguaia venceu por 4 a 0, gols de Lodeiro, Cavani, Suarez e contra de Mina. Ontem, pude assistir Argentina x Paraguai e houve uma invasão argentina em Belo Horizonte. O público da partida foram 35 mil pessoas, e entre elas, pelo menos 50% deveriam ser argentinos. Brasileiro não gosta de argentino? Não gosta, mas tem que exaltar a torcida deles. Não param de cantar, continuando apoiando a Argentina e, claro, ovacionando o nome de Lionel Messi. Eles empurram a seleção argentina para frente.

Não tive a oportunidade de assistir a um jogo do Brasil, mas de acordo com a história, todas as vezes que o Brasil foi sede da Copa América foi campeão. E esse ano não será diferente. Vai que esse título é seu, Tite!

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