Japão joga melhor, mas Holanda vence

Atualizado: Jul 25

No último jogo das oitavas de final, a Holanda e Japão fizeram um duelo acirrado. Foi nos minutos finais e com requintes de crueldade, mas a vaga acabou com a Holanda.

O começo do jogo foi todo da Holanda que, com seu potencial ofensivo, não queria saber de prender a bola no meio de campo e partiu ao ataque. Aos 4 minutos, Miedema quase abriu o placar depois do cruzamento de Mertens. Dez minutos depois, mais uma jogada ofensiva da Holanda acabou com um perigoso chute dessa vez de Van de Donk que reclamou de um possível pênalti. A arbitragem mandou seguir e no escanteio, Martens não quis saber de 0 a 0 no placar. Com um belo toque quase de calcanhar a camisa 11 contou com o desvio da japonesa para tirar completamente a goleira do lance. Placar aberto logo cedo. Holanda 1 a 0 Japão.

Após o gol, Sugasawa recebeu livre na entrada da área e conseguiu finalizar com perigo, mas a bola acabou batendo na trave. O jogo caiu um pouco de intensidade no decorrer do primeiro tempo, mas as melhores oportunidades foram holandesas que não deixavam em nenhum momento de buscar o ataque.

Apesar disso, aos 42 minutos, a paciência japonesa rendeu resultados depois de uma excelente jogada. De passe em passe a bola chegou aos pés de Hasegawa completamente livre para finalizar. A camisa 14 chutou bem e conseguiu o empate para a seleção japonesa.

A primeira etapa foi de domínio holandês, mas o placar no intervalo era de 1 a 1. O segundo tempo começou com a Holanda mais um vez no ataque, e a primeira boa oportunidade foi na cobrança de falta aos 48 minutos. A goleira Yamashita estava lá para impedir que a bola entrasse. A Holanda pressionava a saída de bola japonesa e não deixava as adversárias atravessarem o meio de campo com tranquilidade.

Aos poucos isso foi mudando, e a posse de bola passou a ser japonesa, que explorava os toques e dominava a partida. A Holanda parecia mais desligada e algumas das jogadoras - que tinham se destacado na primeira etapa, não conseguiam se encontrar no jogo, entre elas a autora do primeiro gol, Martens. Aos 63 minutos o Japão conseguiu sua primeira finalização com perigo na segunda etapa. Nakajima aproveitou um espaço na defesa holandesa e chutou de fora da área. Sorte da Holanda que a goleira Veenendaal estava lá para fazer um bela defesa e impedir a virada.

Sem que a Holanda conseguisse retornar ao jogo, o Japão era quem ficava mais próximo do gol. Hasegawa teve outro oportunidade de finalizar e dessa vez a bola passou pertinho da trave. As japonesas continuavam a ser muito pressionadas na saída de bola, mas conseguiam escapar da pressão e não deixava a tática holandesa dar resultados. O Japão chegava com mais perigo, porém, não conseguia aproveitar o momento da finalização e desperdiçava as oportunidades para virar o placar. Aos 78 minutos, o ataque japonês chegou a mandar uma bola na travessão e em seguida, Veenendaal teve de fazer mais uma grande defesa. O jogo era todo do Japão e a Holanda só se defendia, contava com a sorte e com sua goleira fazendo uma boa partida.

Nos minutos finais, era visível que o Japão não queria a prorrogação, enquanto as holandesas pareciam não ver a hora da juíza apitar o fim dos 90 minutos. Mas no futebol é aquela coisa, quem não faz corre o risco de levar. Aos 88 minutos, na primeira jogada de ataque da Holanda em muito tempo, a bola bateu no braço de Kumagai e a juíza marcou o pênalti. Martens foi para a cobrança. Bola para um lado, goleira para o outro. No placar Holanda 2 a 1 Japão.

Depois de um segundo tempo arrasador do Japão quem conseguiu o segundo gol foi a Holanda, e as japonesas teriam poucos momentos para buscar o empate. Nos acréscimos, o Japão foi para cima e teve uma ótima oportunidade em uma cobrança de escanteio com a Spitse impedindo o gol de empate.

No apito final lágrimas para os dois lados. As holandesas comemoraram muito a vaga conquistada com tanto sofrimento e as japonesas não pareciam acreditar que depois de um segundo tempo tão bom estavam eliminadas da Copa do Mundo. A Holanda enfrenta a Itália nas quartas. Detalhe que entre as oito melhores seleções do mundial, temos a presença de sete europeias e apenas uma intrusa que é a seleção norte americana.

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