Em busca do sonho, jogadora faz "vaquinha" para chegar aos Estados Unidos

Atualizado: Jan 17

A atual Copa do Mundo de Futebol Feminino, que ocorre na França, pôs em destaque a modalidade que, desde o início, luta por espaço. Para as atletas, o maior legado da competição é a esperança de que, com o aumento da divulgação, o futebol feminino nacional seja mais respeitado e as atletas ganhem mais oportunidades profissionais.

“Acredito que o futebol feminino ganhe mais visibilidade depois da copa, pois viram que, mesmo com todas as dificuldades, as nossas meninas foram guerreiras e lutaram até o fim. As pessoas conheceram, também, um pouco da história de cada uma, e viram que nós, jogadoras, batalhamos igualmente ou até mais”, assegura a jogadora Natália Lima, de 20 anos.

O futebol entrou cedo na vida de Natália, mas, profissionalmente, foi aos 17 anos que a carreira começou. “Com essa idade, ingressei no time de Taubaté. Joguei, também, por Franca, Vasco e Fluminense. Joguei campeonato estadual sub-19 de São Paulo, campeonato paulista, carioca, e já competi, também, pelo campeonato brasileiro”.

Mesmo com os ainda poucos anos como atleta, Natália já conhece os maiores desafios das meninas que se aventuram a sonhar com o futebol. “A maior dificuldade sempre vai ser essa desigualdade, a luta de ganhar muito pouco, de ter que batalhar muito mais que o masculino, e não ser valorizada da maneira que merecemos. O preconceito ainda existe, ainda tem muita gente com a mente fechada”, lamenta.

No entanto, é tentando aproveitar esse momento de visibilidade para o futebol feminino que Natália iniciou uma campanha, através das redes sociais, para chegar aos Estados Unidos e seguir o sonho de viver como atleta. Ela ganhou uma bolsa, para estudar e jogar, na Cowley Tigers College, uma universidade norte-americana localizada no estado do Kansas.

“Comecei a arrecadação porque minha mãe já não tinha mais de onde tirar dinheiro para poder me ajudar nesse sonho, e a única saída que vi era pedir ajuda. Recebi a proposta, pois gostaram muito do meu futebol. Viram meus vídeos e sempre estavam em contato comigo, até que conseguiram essa bolsa de 100% e estão me ajudando com muita coisa. Meu maior sonho é conseguir viajar para desfrutar dessa bolsa, e assim, me estruturar para poder dar um futuro melhor para a minha família”, conta Natália.

Mesmo com as adversidades da carreira de atleta, Natália não tem dúvidas da importância do esporte para a sociedade, e faz disso uma motivação. “O esporte é tudo! Esporte é incentivar os estudos, é tirar pessoas de caminhos errados, é abrir novas portas e formar pessoas do bem”.

dados:

Banco do Brasil

Natália Lima da Silva

Agência 0053-1

Conta Corrente 89448-6

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