Estados Unidos chega a final do Mundial pela quinta vez

Atualizado: Jul 25

E lá vem elas de novo. Os Estados Unidos estão mais uma vez na final da Copa do Mundo e esperam entre Suécia e Holanda para a grande decisão do dia 7 de julho.

Duas das grandes favoritas ao título da copa do mundo se enfrentaram hoje na semifinal da copa do mundo. A Inglaterra tentava chegar em sua primeira final de copa mundo enquanto que os Estados Unidos defendiam o título de última campeã e entraram em campo em busca da sua quinta decisão em oito possíveis. Deu Estados Unidos, mas as inglesas fizeram da conquista norte americana algo muito maior.

O jogo começou com a estranha convocação americana sem a camisa 15, Megan Rapinoe, artilheira do mundial e autora de todos os gols do Estados Unidos desde que começou a fase mata-mata. O que foi apurado no decorrer da partida é que a jogadora teria sofrido uma lesão e por isso ficou no banco. Nas redes sociais, os torcedores e torcedoras protestavam a falta da craque entre as onze iniciais, mas no campo a sua substituta mostrava que tinha estrela. Aos 10 minutos, Press recebeu o cruzamento de O'hara e cabeceou com muita qualidade para vencer a goleira inglesa e abrir o placar logo no início da partida. Em todos os jogos dessa Copa, as americanas marcaram antes dos 15 minutos, recorde impressionante e que explica claramente a dificuldade de vencê-las.

As inglesas tinham a tarefa de buscar o placar pela primeira vez nessa Copa do Mundo, e contaram com a sua artilheira para fazer isso. Em um bom cruzamento de Mead, White estava lá para completar com um movimento perfeito e empatar o jogo. White nesse momento passava Rapinoe, Morgan e Kerr e se tornava a artilheira da copa do mundo com seis gols. O placar do jogo era 1 a 1 e as expectativas geradas em cima desse jogo estavam sendo atendidas.

Após o gol, as duas seleções voltaram a frequentar seu ataque e o jogo mantinha o alto nível de disputa. Aos 27 minutos, a zagueira norte-americana, Sauerbrunn quase marcou um gol contra tentando evitar que a bola chegasse a área. As inglesas iam crescendo cada vez mais no jogo, porém, as americanas tinham uma capacidade ofensiva que era difícil demais de controlar.

Prova disso foi quando Horan cruzou com precisão para Morgan, capitã e aniversariante do dia, que cabeceou com estilo para dentro do gol inglês. Aos 31 minutos, Morgan agora estava junto de White na artilharia da Copa e colocava os Estados Unidos na frente do placar novamente. Apesar do domínio momentâneo do jogo pelas inglesas a vantagem era de novo norte americana.

Em seguida, as inglesas já mostraram que não iriam se abater e Walsh acertou um belo chute de fora da área, dessa vez Naeher estava lá para fazer uma linda defesa e impedir o gol de empate. O primeiro tempo acabou sem grandes oportunidades para os dois times.

Na segunda etapa quem começou atacando foram as Inglesas. Em uma cobrança de falta que quase acabou com a bola dentro do gol. Tudo indicava 45 minutos em alto ritmo pela frente. A bola era da Inglaterra, mas as norte-americanas continuavam sendo perigosas. Aos 50 minutos, Lavelle arrancou com qualidade e chegou com perigo na defesa inglesa, mas não conseguiu finalizar. Poucos minutos depois, mais uma oportunidade de marcar o terceiro gol. Telford saiu jogando errado e a bola acabou nos pés de Press. A atacante tentou bater colocado, mas mandou a bola para fora.

O jogo era um dos melhores da competição, e aos 67 minutos White recebeu completamente livre e marcou o gol de empate, porém, logo em seguida a juíza brasileira recebeu o aviso do impedimento da atacante inglesa e anulou o gol. A Inglaterra mostrava que não estava ali a toa e não desistiria fácil da vaga na grande final.

White teve mais uma grande oportunidade aos 79 minutos quando recebeu completamente livre na pequena área, mas acabou furando no momento da finalização. A atacante pediu um pênalti, e a juíza foi chama pelo VAR para rever o lance. A revisão demorou e o lance era bem difícil. A decisão final foi de penalidade para vibração da torcida. Houghton foi para a cobrança com 82 minutos no placar. A capitã inglesa bateu fraco e a goleira Naeher acertou o lado para impedir que a bola entrasse.

O placar seguia 2 a 1, e restavam poucos minutos para que a Inglaterra chegasse pelo menos ao empate. Minutos depois, a zagueira Bright mostrou o descontrole que tomou conta da seleção inglesa ao cometer a falta em Morgan e levar o segundo amarelo. Com uma jogadora a menos ficaria ainda mais difícil reverter o resultado.

Com 7 minutos de acréscimos, a Inglaterra ainda tentou chegar ao resultado, mas não foi capaz de oferecer grande perigo nos minutos finais. As inglesas não conseguiram chegar na sonhada final, mas vão brigar pela terceira posição. As europeias fizeram excelente campanha nessa Copa, e mostraram que o investimento no futebol feminino de clubes está dando resultado. Deixa assim, a disputa pelo troféu com muita dignidade e tendo apresentado um futebol de altíssimo nível.

As norte-americanas estão novamente na final, e seguem mostrando que um trabalho bem feito desde a base resulta em uma potencia do esporte. A cada ano cresce o número de meninas que jogam futebol nos Estados Unidos e isso vem cada vez mais consolidando como a seleção a ser batida em todas as competições. Já passou do tempo de aprendermos essa lição aqui no Brasil, praticarmos algo parecido na base do nosso futebol feminino e assim quem sabe permitir que os nossos talentos possam brilhar como brilham as norte americanas.

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