• Alessandra Formagini

Tragédia no futsal: a despedida precoce de um ídolo

Atualizado: 14 de Out de 2020

Pablo Yago Radaeli foi vítima do acidente envolvendo a delegação do Passo Fundo Futsal

Portão aberto, luzes acessas. Como uma casa que aguarda pela volta de seus filhos. Quem passava pela frente do Ginásio Capinguí, casa do Passo Fundo Futsal, no norte do Rio Grande do Sul, pouco depois do meio-dia de ontem (14), via uma cena que já é comum para uma cidade que ama futsal. Porém, o cenário, desta vez, não era o da espera por um jogo. Neste dia, a vibração do esporte deu lugar à dor da perda. Ao precoce adeus de um time para com um dos seus ídolos.

Pablo Yago Radaeli. O jovem de 22 anos foi a única vítima fatal do acidente que aconteceu na madrugada deste domingo (14), no km 430, da BR-472, em Itaqui. Ele estava no ônibus da delegação do Passo Fundo Futsal, que se envolveu em um acidente de trânsito. A delegação retornava de Uruguaiana após jogar contra o time da casa, e perder por 4 a 0, pelo campeonato estadual.

A tragédia ceifou a vida de um dos mais promissores atletas do salonismo gaúcho. O ala vinha se destacando na Liga Gaúcha de Futsal, onde era artilheiro do atual líder da competição, o Passo Fundo Futsal, com 15 gols na temporada. Recentemente, havia sido convocado para a Seleção Gaúcha, onde foi vice-campeão brasileiro. Vivia seu melhor momento no esporte.

E, não só pelos gols marcados, era ídolo. Em seis meses no clube, “Rada”, como era conhecido, não virou só artilheiro, mas também líder nato e xodó da torcida. Entre as crianças, era copiado. E um dos mais disputados nas entradas em quadra. Entre o plantel, era admirado: uma grande pessoa, de bom humor inigualável – como os próprios colegas relataram após a tragédia em entrevista à imprensa.

Natural de Novo Hamburgo/RS, Radaeli passou pelo Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte/MG, AEU de Uruguaiana/RS e ASIF de Ibirubá/RS em sua curta – e intensa – passagem pelo futsal. E a despedida aconteceu no lugar que ele mais amava: o ginásio.

No centro da quadra do Capingui, onde Rada brilhou por tantas vezes, pouco antes da meia-noite do domingo (14), foi o adeus. Um adeus precoce. Inexplicável. Doloroso. Um adeus que dói – e vai doer – por muito tempo no peito do Passo Fundo Futsal e todos os amantes deste esporte.

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