Santos: o inesquecível ano de 2010

Atualizado: Jul 25

“A explosão de Neymar, o retorno de Robinho e a confirmação e a consagração de Ganso – tempos de goleadas astronômicas e das dancinhas...” – Almanaque do Santos FC.

Há quem diga que raios não caem no mesmo lugar, mas na Vila esse papo é mito. Por aqui, os raios caem direto e, em todas as vezes encantam uma geração inteira e deixam fortes marcas na história do futebol. Jovens meninos carregados de sonhos e mais sonhos com o talento e a magia nos pés. Foi assim com Pelé, que dispensa qualquer comentário, um garoto que transformou um time no esquadrão que é lembrado até hoje quando falamos de futebol, de menino a Rei. Depois veio Robinho, responsável por trazer a alegria novamente para os santistas e dono das oito pedaladas. E o terceiro? Ahh! O terceiro vocês conhecem bem demais, o menino endiabrado com sua ousadia e alegria mostrou que aqui no alçapão a ‘normalidade’ não existe.

O ano de 2010 não tinha nada para ser triunfal para o Santos. Vindo de anos sofridos sob o comando de Marcelo Teixeira, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro assumiu o clube atolado em dividas. Todavia, de maneira ágil conseguiu amenizar as dividas e trouxe de volta ninguém mais e ninguém menos que Robinho que se juntou a Neymar, Ganso e André. E foi ai que veio a tempestade.

O Santos se tornou um esquadrão e gols era o que não faltava. Com toques envolventes, o alvinegro de 2010 era mágico. Todos paravam para ver aquele jovem time que apresentava uma sintonia fora do comum e parecia flutuar em campo. Eles faziam o futebol parecer fácil, jogadas embasadas em puro talento, golaços e o melhor de tudo... as dancinhas. Ahh! Que saudade daquelas dancinhas! Para eles não bastava só jogar bola, não bastava só ganhar os jogos. Era preciso mais! Era preciso dar espetáculo, dar show e por isso os gols eram comemorados com várias dancinhas.

Na época muitas das expectativas estavam voltadas para a convocação da dupla Ganso e Neymar, que estavam deitando e rolando, para a seleção brasileira, mas, infelizmente, isso não aconteceu. Entretanto, isso não os abalou.

O Santos conquistou o título de campeão Paulista e, em 23 jogos marcou 72 gols. Conquistou também o titulo inédito da Copa do Brasil com um recorde: em 11 partidas marcou 39 gols. Com um time totalmente ofensivo era gol que não acabava mais! O Santos dava show dentro e fora de campo e virou o time da moda participando de programas de TV. “Resgatamos a alegria do futebol brasileiro”, essas foram as palavras do presidente do alvinegro praiano sobre aquele time.

No entanto, no segundo semestre o rendimento caiu devido a intrigas que acabaram levando à demissão do técnico Dorival Junior e ao desmanche no elenco. Ainda assim, 2010 foi um ano histórico para o Peixe. Garotos, ‘muleques’... Meninos da Vila! Um time que deixou saudades não só para os santistas, mas para os amantes do futebol arte. Dribles, habilidade, brincadeiras: esse era o Santos.

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