O futebol amador na região sul do Piauí

Atualizado: Jul 25

O Flamengo e o River do Piauí são duas equipes que costumam marcar presença em tradicionais competições do futebol nacional, em especial, na Copa do Brasil.

Mas se ainda assim a visibilidade dos times é pequena, o desequilíbrio em relação as equipes consideradas grandes é ainda maior quando o assunto são agremiações amadoras e que estão localizadas no sul do estado.

É o caso das equipes de Avelino Lopes, município que está há aproximadamente 850 km de distância da capital Teresina, o equivalente a oito horas de viagem de carro ou ônibus.

O local abriga mais de 10 mil pessoas e tem como principais atividades profissionais o comércio e o trabalho na lavoura. Apesar disso, o futebol também é uma oportunidade de renda extra e de lazer gratuito para homens e mulheres de todas as idades.

Mesmo com a importância sociocultural, o estado que tem como alguns dos atletas representantes o lateral esquerdo do Flamengo, Renê, o lateral direito do Palmeiras, Matheus Rocha, e as atacantes do Logroño (ESP), Neném, e do Corinthians, Adriana Silva, sofre com a falta de investimento nos esportes.

Na cidade de Avelino Lopes, por exemplo, a final do Campeonato Avelinense não tem data para ser realizada por falta de recursos. Já a Copa Extremo Sul, considerado o maior evento esportivo do sul do Piauí, foi suspensa por conta da dificuldade dos times para pagar as inscrições e o transporte.

Enquanto esse cenário não muda, seja no Estádio Municipal De Avelino Lopes, no Ginásio Poliesportivo Aduino Gama ou nas quadras a céu aberto, as equipes Guerreiras FC, Sport Club Juventude Feminina, Baixão do Avelino, Unidas Pela Bola, Camisa 10, Vitória, Batalha, Juventus e América, entre muitas outras, lutam para manter vivo o futebol amador e mostrar o encanto do futebol nordestino que merece e deve ser respeitado.

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