Meu rival favorito: meu pai

Atualizado: 24 de Jul de 2020

Pai, quero te dizer que mesmo o senhor torcendo para o time rival, aprendi muito contigo a respeito desse esporte mágico. Quero dizer que foi vendo você acompanhar o seu time que aprendi a amar e seguir o meu. Por mais que nossos corações batam em frequências diferentes, sei que o senhor muito me ajudou na escolha da minha batida correta.


O senhor não me obrigou a torcer pelo seu clube, mas me mostrou o futebol. Me chamava para assistir esse jogo e, aos poucos, fui me apaixonando. Escolhi o rival, mas o senhor não mudou em nada, continua me chamando para ver os jogos e continua me ensinando tanto sobre esse esporte. O que seria das partidas do meu time sem você torcendo contra? Como seriam os dias de clássico sem nossas discussões durante o jogo, mas o abraço de consolo do vencedor após o fim da partida?


As cores das nossas camisas são diferentes, e podemos até sentar em lados opostos durante os jogos, mas o senhor sempre estará ao meu lado, porque se eu tenho amor e entendo de futebol é graças a você, pois foi te observando que aprendi boa parte do que sei. Contigo aprendi a respeitar meu adversário, aprendi que NUNCA devemos mudar de clube, mesmo que o momento seja o pior, entendi que o juiz deve ser questionado até quando está certo e que o futebol sempre estará ali para me alegrar.


Os dias de jogos entre nossos times são os melhores. A gente passa o tempo todo usando a camisa, soltando piadas e provocando, brigamos com o juiz, com o time, mas nunca brigamos entre nós. Como o senhor sempre me falou, a rivalidade está no campo, e fora dele somos todos apaixonados por esse esporte maluco. Além dos nossos clubes, acompanhamos todos os jogos possíveis juntos e, por incrível que pareça, sempre concordamos para quem vamos torcer. Eu amo esses momentos contigo pai, e sempre espero chegar o dia do futebol para poder conversar com você, poder mostrar que aprendi algo ou simplesmente poder está ao seu lado.


“Painho”, obrigada por ter me apresentado o amor da minha vida, obrigada por não ligar para quando falavam que era esporte de menino e continuar me levando para ver os jogos da seleção da cidade e me chamando para ver todos os jogos que passava na TV. Obrigada por ter estado ao meu lado quando meu time estava mal e o senhor queria me ‘zoar’, mas se conteve. Obrigada, meu herói, por ser parte da minha trajetória no futebol.

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