Favela venceu: a história da técnica de futebol do Heliópolis


A pior barreira é a autoestima. Quando você nasce em um lugar como esse, as pessoas te empurram para baixo. Assim diz o cantor de rap Emicida sobre sonhar dentro de uma favela, mas a real é que ficar no chão é uma opção. Uma escolha que Patrícia Alves chutou para longe.

A moradora de Heliópolis, a maior favela de São Paulo, tem o futebol no DNA. Um amor passado de mãe para filha e que só se multiplicou ao longo dos anos. A prova disso é que hoje Patrícia vive a modalidade todos os dias. Mesmo com todas as dificuldades, ela se formou em educação física e sabe muito bem o poder que o esporte tem de transformar vidas.

Por esse motivo, a professora também é responsável por ajudar na educação e formação de crianças e adolescentes dentro da própria comunidade, na União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis (UNAS), onde ensina fundamentos esportivos de diversas modalidades, entre elas, o futsal.

Tanta dedicação levou a profissional para o comando da seleção feminina de Heliópolis na primeira edição para mulheres da Taça das Favelas, o maior campeonato de futebol entre favelas do mundo, que reuniu 32 equipes de diversos locais. Nessa oportunidade, a técnica não foi campeã, mas viu as minas do helipa chegarem até a semifinal e quase complicarem a vida do time da Casa Verde, que seria o campeão do torneio.

A competição significou visibilidade ao futebol feminino do Heliópolis e também serviu para ajudar no processo de desconstrução dos estereótipos negativos sobre as favelas. Mais do que isso, o torneio mostrou para quem quisesse ver que a Patty merecia uma chance em uma equipe profissional e o Audax/Tiger concordou com isso.

Agora, ela é auxiliar técnica do time de Osasco e se prepara para o início do Campeonato Paulista Sub-17 de Futebol Feminino. Como se não pudesse ficar melhor, quatro meninas daquele mesmo time que fez bonito na Taça das Favelas estão com ela nessa caminhada que promete ser especial.

Dizem que ser professor é ser um condutor de almas e sonhos. Então, Patrícia, que você continue lapidando diamantes durante a sua trajetória. Que a sua história sirva de inspiração para meninos e meninas que tem talento, mas que só precisam de uma oportunidade... E se depender de você, sabemos que essa oportunidade vai chegar.

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