Setembro Amarelo e a importância do apoio psicológico aos atletas

Atualizado: Jul 25

O mês de setembro é marcado, dentre outras questões, pelo movimento do Setembro Amarelo que tem como objetivo central a conscientização sobre a prevenção do suicídio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) a cada 45 minutos, no Brasil, uma pessoa comete suicídio, enquanto no mundo a cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida.

O suicídio está associado à inúmeras causas, mas a doença considerada pela OMS como “Mal do Século” é a grande causadora da incidência de casos suicidas. Mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a depressão no mundo e esse dado é progressivo dia após dia.

Ninguém está imune à doença psiquiátrica, uma vez que ela está diretamente relacionada ao emocional do indivíduo. No futebol, os casos de jogadores com depressão tornam-se cada vez mais comum. A pressão do cotidiano, as cobranças pela perfeição e as críticas constantes testam a resiliência dos jogadores, que precisam lidar com a instabilidade emocional e psíquica. Além disso, as lesões que levam jogadores à inatividade por determinado tempo também atuam como um gatilho que coloca atletas frente a frente com a depressão.

O assunto acerca da depressão no futebol veio à tona em 2017 com o caso de Nilmar, ex-atacante do Internacional, do Corinthians e da seleção brasileira. Ao atuar pelo Santos durante três meses, o jogador teve que deixar os gramados para enfrentar o adversário mais difícil da sua vida: a depressão.

Assim como ele, muitos outros atletas já enfrentaram ou enfrentam a depressão e todos os sintomas causados por ela. Como tentativa de prevenir a doença, alguns clubes garantem acompanhamento psicológico aos atletas. De acordo com a psicóloga, Layla Gonçalves, “além de estarem preparados tecnicamente e fisicamente, é necessário que o atleta tenha um preparo emocional em sua base de sustentação para encarar as pressões e desafios nos quais a profissão o coloca”.

O apoio psicológico é a principal ferramenta capaz de preparar o jogador para lidar com questões como a cobrança pelo seu desempenho, feita pelos torcedores e, até mesmo, pela equipe. “É quando a psicologia surge, não apenas para dar suporte em questões emocionais perante todos os desafios enfrentados pela carreira, mas também no desenvolvimento e treinamento mental”, afirma Layla Gonçalves.

Falar abertamente sobre o assunto e incentivar a procura pelo apoio psicológico são maneiras de tratar a depressão e combater o suicídio. É a partir disso que o Setembro Amarelo afirma sua importância enquanto temática a ser abordada em todos os âmbitos da sociedade. Levar alegria às pessoas por meio do talento certamente é algo de grande importância para um indivíduo. Mas, é necessário que essa alegria exista primordialmente na própria pessoa, seja ela profissional do futebol ou de qualquer outra profissão.

Que um dia o único confronto estimulado pelo futebol seja entre clubes e não mais entre jogadores e o grande mal do século, que é a depressão.

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