Copa do Brasil: Criciúma, de subestimado a campeão de 1991

Atualizado: Jan 1

A Copa do Brasil de 1991, na sua terceira edição, já tinha dono: Criciúma. Depois de um total de quatro empates e seis vitórias, o Criciúma levantava a taça. Em 1991, o técnico Luís Felipe Scolari, ou simplesmente o Felipão, ficou conhecido por todo o Brasil depois de conquistar o respeito de geral comandando o time catarinense.


O futebol catarinense começou a se destacar depois da incrível conquista da Copa do Brasil pelo Criciúma, realmente o ano de 1991 foi inesquecível para o Tigre. Na primeira fase da Copa do Brasil, o clube estreou contra o Ubiratan e não visualizou nenhum obstáculo na partida, foi pra cima com tudo e passou tranquilamente pelo adversário. A partida contou com um empate fora de casa com um placar de 1 a 1, mas como dizia minha mãe: “em casa a gente conversa”. O Tigre conversou bonito e fez um placar de 4 a 1 no jogo de volta. A partir daí o clube já avançava pra mais uma fase importantíssima na batalha em busca do título.


Passada a primeira fase, o Criciúma tinha pela frente como adversário o Atlético Mineiro, que tinha realizado uma partida recente que resultou num placar de 11 a 0 sobre o Caiçara. O Atlético deixou bem claro para o Tigre que queria repetir a goleada, mas é aquela coisa né, jamais subestime ninguém, ainda mais o até então desconhecido Criciúma. O primeiro jogo aconteceria na casa do Tigre e o time precisava fazer bonito pra se garantir. Com a inteligência e sagacidade de Felipão no tocante a escalação, o time fez em casa um placar de 1 a 0 e tinha em mente que precisaria apenas segurar esse placar no jogo decisivo de volta no Mineirão. Chega o dia do grande jogo, coração na boca, nervos à flor da pele e a ansiedade quase matando. Criciúma chega dominando e calando o Mineirão juntamente com toda a imprensa, fazendo 1 a 0 sobre o Atlético Mineiro e avançando para a próxima fase.


O próximo desafio do Criciúma agora era o Goiás. O primeiro jogo seria fora de casa, em Serra Dourada, e o clube conseguiu segurar o jogo no 0 a 0. Mas continuando do raciocínio de que “roupa suja a gente lava em casa”, o Criciúma simplesmente engoliu o Goiás com um placar de 3 a 0 e avançou para mais uma fase, a semifinal.


Agora, seu próximo adversário pela semifinal da Copa do Brasil era o Remo. O jogo de ida foi fora de casa e o clube se garantiu com tranquilidade, fazendo 1 a 0. Já no jogo de volta, em casa, para concretizar a classificação para a grande final da Copa do Brasil, o Tigre fez 2 a 0. Com as mãos quase na taça, o Criciúma ainda tinha um grande adversário pela frente, o Grêmio. Mesmo o Tigre chegando na final, ainda havia aquele receio porque o Grêmio tinha acabado de ser rebaixado pra Série B do Brasileirão.


Como de se esperar em uma final, mesmo o Criciúma sendo desconhecido, a imprensa já dava como certa a vitória do Grêmio, que até então buscava respeito e redenção após ter sido rebaixado, mas o que eles não sabiam era que Felipão era mestre em vencer jogos do tipo. Já no dia da grande final, no jogo de ida, Criciúma e Grêmio se enfrentavam. O estádio estava simplesmente lotado para prestigiar a partida, que resultou num empate por 1 a 1.


Enfim chegou o dia da grande final. Dia 02 de junho de 1991 foi um dia histórico para o futebol catarinense, em especial para o Tigre. O estádio Heriberto Hülse contou com a presença de mais de 20 mil pessoas para acompanhar esse momento que ficaria marcado na história, a grande final da Copa do Brasil, que tinha como protagonista o Criciúma.


Foi realmente um jogo difícil, sem muitas chances, tomado pela ansiedade, nervosismo dos jogadores junto com a vontade de levantar a taça e gritar É CAMPEÃO, principalmente para o Criciúma que foi subestimado desde o início do campeonato por ser desconhecido até então. A partida foi sofrida e acabou ficando no 0 a 0, o que consagrou o Criciúma campeão da Copa do Brasil.


Logo após ser consagrado campeão, o Criciúma garantiu pela primeira vez na história do time, uma vaga na Taça Libertadores da América, em 1992. E não parou por aí. Mesmo Felipão deixando o comando do Tigre, e tendo como técnico posterior o Lori Sandri, o Criciúma fechou o ano de uma forma brilhante, conquistando consecutivamente o Tricampeonato do Catarinense, com 59 gols pró e 29 contra, 3 empates, 6 derrotas e 20 vitórias em 39 jogos disputados, era um ano realmente pra ser fechado com chave de ouro.


Realmente, para toda a nação que carrega o manto do Tigre, o ano de 1991 foi um ano histórico e inesquecível que ficará eternamente marcado no mundo do futebol.

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