Copa do Brasil: Cruzeiro cala o Parque Antártica e conquista bicampeonato em 1996

Atualizado: Ago 1

A Copa do Brasil de 1996 apresentou uma novidade: a competição passou a ter, além dos campeões e vices de cada estado, equipes convidadas. O Cruzeiro foi um dos times que recebeu o convite, e o honrou. A equipe mineira era treinada por Levir Culpi e tinha em seu elenco jogadores como Dida, Palhinha, Nonato, Ricardinho, Marcelo Ramos e Roberto Gaúcho.


Na primeira fase, passou sem dificuldades pelo Juventus-AC, com vitória por 4 a 0 no Independência. Na fase seguinte, o adversário foi o Vasco. No jogo de ida, em São Januário, o Cruzeiro deixou o Vasco na condição de coadjuvante e deu um show, vencendo por incríveis 6 a 2. Em Belo Horizonte, com a vaga praticamente nas mãos dos cruzeirenses, a partida terminou empatada em 1 a 1.


Nas quartas de final, a Copa do Brasil colocou o Cruzeiro diante do Corinthians de Marcelinho Carioca e Edmundo. A partida de ida foi em Minas, no Independência, e deixou claro a força do Cruzeiro: outra goleada! Dessa vez, por 4 a 0, com gols de Nonato, Célio Lúcio, Cleison e Palhinha - todos na etapa complementar. No jogo de volta, o Corinthians buscava devolver a goleada, mas o Cruzeiro soube administrar a partida, que terminou 3 a 2 para os paulistas. Foi a única derrota da equipe mineira na competição.


Depois das goleadas diante de Vasco e Corinthians, a confiança dos cruzeirenses já os fazia sonhar com o título. O confronto da semifinal, no entanto, foi contra outro grande adversário: O Flamengo, que naquela época tinha ataque formado por Romário, Sávio, Amoroso e Marques. O poder ofensivo das duas equipes, porém, não refletiu em chuva de gols. A partida de ida, no Maracanã, foi 1 a 1 com gol de Sávio para o Flamengo e gol de Cleison para o Cruzeiro, aos 9 minutos do segundo tempo. Já a volta, no Mineirão, terminou em 0 a 0 e selou a vaga cruzeirense para a grande decisão.


Na final, o Cruzeiro enfrentou o timaço do Palmeiras que, patrocinado pela Parmalat, contava com jogadores como Cafu, Júnior, Rivaldo, Djalminha e Luizão. O favoritismo era do Palmeiras e ficou ainda maior após o primeiro jogo, no Mineirão, que terminou empatado em 1 a 1 - os paulistas que abriram o placar em Belo Horizonte, e o gol de empate do Cruzeiro saiu aos 16 minutos do segundo tempo, com Marcelo Ramos. A equipe mineira precisava mostrar sua força fora de casa para conquistar o título.


O jogo de volta da decisão começou dramático para o Cruzeiro: o Palmeiras fez 1 a 0 logo aos cinco minutos do primeiro tempo. O Cruzeiro soube manter a calma e, aos 25 minutos do primeiro tempo, conseguiu o empate com Roberto Gaúcho. O placar, que levava para a disputa de pênaltis, não era ruim para os cruzeirenses, que tinham debaixo das traves o goleiro Dida - responsável por grandes defesas naquela noite e conhecido por ser um grande defensor de pênaltis.


Mas o Cruzeiro conseguiu um feito ainda maior: dos pés de Marcelo Ramos, aos 37 minutos do segundo tempo, saiu o gol da virada: Cruzeiro 2 a 1, festa em Minas Gerais e silêncio no Parque Antártica. Pela segunda vez, o Cruzeiro levantava a taça da Copa do Brasil, escrevendo mais uma página heróica e imortal em sua história.

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