Copa do Brasil: gol nos acréscimos garante o tricampeonato do Cruzeiro em 2000

Atualizado: Jul 25

A temporada de 2000 para o Cruzeiro representava uma nova realidade. Com os títulos conquistados nos anos 1990, o clube se estruturou e, em 2000, chegou uma nova parceria que não deixava faltar dinheiro para o time: a empresa Hicks, Muse, Tate & Furst Incorporated (HMTF). Assim, foram contratados o lateral Zé Maria, o zagueiro Cléber e o atacante Oséas, que estavam no Palmeiras. Também chegaram o colombiano Viveiros, que era do Deportivo Cali, e o argentino Juan Pablo Sorín, que estava no River Plate.

Apesar desses investimentos, o início da temporada não foi feliz para o cruzeirense: perdeu a Copa Sul-Minas para o América Mineiro. Após a derrota, demitiu o técnico Paulo Autuori e quem assumiu a equipe foi Marco Aurélio. Sob novo comando, mais um revés: o Cruzeiro perdeu o campeonato estadual para o Atlético Mineiro. Na Copa do Brasil, o Cruzeiro eliminou sem dificuldades Gama, Paraná e Caxias nas fases iniciais. Nas vitórias por 3 a 1 e 6 a 1 diante do Caxias, o comandante já era Marco Aurélio.

Nas oitavas de final, o adversário foi o Athletico Paranaense. O primeiro jogo, no Mineirão, terminou 2 a 1, com um dos gols celestes marcados por Fábio Júnior e o outro, contra. No jogo de volta, para decidir a vaga, o Cruzeiro abriu o placar aos 15 minutos do segundo tempo com Oséas, mas sofreu o empate aos 31 minutos. Sem dar tempo para a torcida paranaense celebrar, Oséas marcou mais um para o Cruzeiro aos 32 e, aos 48 minutos, Gilson Batata fez o gol de empate do Athletico Paranaense.

Logo depois de perder o estadual, o Cruzeiro tinha pela frente o Botafogo nas quartas de final da Copa do Brasil e a equipe precisava recuperar a confiança da torcida. O enredo parecia estar favorável para que isso acontecesse: o Cruzeiro abriu 3 a 0 no placar, com um gol de Alexandre e dois de Geovanni. No entanto, o Botafogo conseguiu marcar dois gols: aos 48 minutos do primeiro tempo, com Jorge Luís, e aos 25 minutos do segundo tempo, com Reidner. O jogo de volta, no Maracanã, não foi fácil e terminou empatado em 0 a 0. Com a vitória na primeira partida, o Cruzeiro garantiu a vaga na semifinal.

O adversário na semifinal foi o Santos, que tinha jogadores como Carlos Germano, Rincón, Valdo e Dodô. O Cruzeiro venceu a primeira partida, no Mineirão, com gols de Geovanni aos 23 minutos do primeiro tempo e de Donizete, já aos 44 minutos da etapa complementar. Na volta, na Vila Belmiro, o Cruzeiro abriu o placar aos 16 minutos do primeiro tempo, com Ricardinho, e o Santos empatou aos 39 minutos com Rincón. No segundo tempo, Oséas fez 2 a 1 para o Cruzeiro aos 4 minutos e o Santos marcou o segundo gol aos 32 minutos, com André Luís.

O outro finalista foi o São Paulo, que tinha vários jogadores da Seleção Brasileira em seu elenco. O Cruzeiro conseguiu segurar o empate em 0 a 0 no Morumbi para trazer a decisão para o Mineirão, mas naquela altura ninguém estava esperando um jogo fácil diante da equipe paulista. O jogo no Mineirão foi sofrido e histórico, com um primeiro tempo sem gols. O São Paulo foi que abriu o placar, aos 29 minutos do segundo tempo, em uma cobrança de falta de Marcelinho Paraíba. Restava ao Cruzeiro virar a partida, pois o empate com gols dava o título para o São Paulo. Fábio Júnior começa a escrever a virada aos 35 minutos do segundo tempo - cinco minutos após sair do banco de reservas, ele marca o primeiro gol cruzeirense na decisão.

O segundo veio dos pés de Geovanni, em cobrança de falta aos 46 minutos. Ele aproveitou uma saída de bola errada do São Paulo e arrancou em velocidade para a área. Ele iria sair na cara do gol, mas foi parado com falta pelo Rogério Pinheiro, que foi expulso. Geovanni se posiciona para cobrar a falta e chuta por debaixo da barreira armada por Rogério Ceni, marcando o gol que deu o título para o Cruzeiro. Título que só foi possível porque o goleiro Dida fez defesas espetaculares no final da partida, impedindo o gol são-paulino. Os mais de 85 mil torcedores que estavam no Mineirão explodem de felicidade diante do apito final: o Cruzeiro conseguiu virar o jogo, conquistar a Copa do Brasil pela terceira vez e deixar a história dessa partida eternizada nos corações cruzeirenses.

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