Conheça os estádios do Brasil que carregam nomes de mulher

Você já assistiu a uma partida de futebol em um estádio que recebe o nome de uma mulher? Já parou para pensar na quantidade de estádios que homenageiam figuras femininas no Brasil? Segundo informações do Cadastro Nacional de Estádios de Futebol (CNEF), elaborado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o país possui quase 800 estádios em seu território. Mas apenas quatro estádios homenageiam mulheres. Saiba mais sobre esses estádios e descubra quem foram essas mulheres.

Maria Tereza Breda, no interior de São Paulo

Reinaugurado em 1949

Capacidade: 15 mil pessoas

Localização: Olímpia (SP)

Quem é o dono? O município

Quem foi a homenageada? Maria, desde cedo, trabalhou com o cultivo de plantações e animais em Olímpia. Assim, contribui para o crescimento econômico de sua família e do município. Foi casada com Natal Breda, homem influente e dono de muitas propriedades em Olímpia. Ele decidiu doar um de seus terrenos para a construção do estádio, que foi inaugurado em 1946. Dois anos após a inauguração, Maria faleceu. Em forma de homenagem, o estádio passou a carregar o seu nome.

Maria de Lourdes Abadia, no Distrito Federal

Inaugurado em 1978

Capacidade: 5.000 pessoas

Localização: Ceilândia (DF)

Apelido: Abadião

Quem é o dono? O município

Quem foi a homenageada? Ela foi uma das fundadoras do partido PSDB, do qual foi filiada até 2018. Maria administrou a cidade de Ceilândia durante 10 anos, entre 1975 e 1985. Em 1986, foi eleita deputada federal pela primeira vez. Maria ajudou a escrever a Constituição e já ocupou os cargos de deputada distrital e vice-governadora. Ela foi, também, a primeira mulher a ser governadora do Distrito Federal. Em 2018, candidatou-se ao cargo de deputada federal, mas não foi eleita.

Maria Lamas Farache, no Rio Grande do Norte

Inaugurado em 2006

Capacidade: 14.740 pessoas

Localização: Natal (RN)

Apelido: Frasqueirão

Quem é o dono? O clube ABC Futebol Clube

Quem foi a homenageada? Chilena filha de palestinos radicados no Chile, Maria Lamas Farache foi uma das torcedoras mais ilustres do ABC. Chegando ainda jovem ao Rio Grande do Norte, Maria se apaixonou pelo clube potiguar e se casou com Vicente Farache Netto, que teve passagens pelo ABC como jogador e dirigente. O casal teve participação direta na vida do clube. A empresária chilena e sua família estiveram diretamente ligados ao crescimento do ABC e na introdução de novos esportes, como o tênis. Maria morreu em 1949.

Otacília Patrício Arroyo, também localizado no interior paulista


Reinaugurado em 2010

Capacidade: 13.100 pessoas

Localização: Monte Azul Paulista (SP)

Apelido: Ninho do Azulão

Quem é o dono? O município

Quem foi a homenageada? Foi matriarca da tradicional família Arroyo, uma das famílias que fundaram em 1920 o Atlético Monte Azul. O objetivo era que o clube passasse a representar esportivamente a pequena cidade do interior paulista. Otacília passou a dar nome ao estádio do clube em 2010, cinco anos após sua morte. Otacília, com como a maioria de seus parentes, teve participação direta nas atividades do clube durante boa parte de sua história, o que fez com que a diretoria do clube decidisse fazer esta homenagem

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