• Anna Virginia

Copa do Brasil: gol de letra de Alex no Maraca coroa o tetracampeonato do Cruzeiro em 2003

Atualizado: Jan 1

O time espetacular do Cruzeiro de 2003, que tinha como craque o maestro Alex, ganhou absolutamente tudo o que disputou no ano: Estadual, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. Até hoje, é o único clube brasileiro a vencer três competições em um mesmo ano e conquistar a chamada Tríplice Coroa.

O time, comandado por Luxemburgo, tinha ainda no elenco jogadores como Gomes, Maurinho, Edu Dracena, Luisão, Leandro, Wendell, Augusto Recife, Sandro, Alex, Mota, Márcio Nobre, Deivid e Aristizábal.

O Cruzeiro não teve dificuldade nas primeiras fases e passou sem susto por Rio Branco-ES, Corinthians-AL e Vila Nova-GO. Nas oitavas, diante do Vila Nova, foram duas vitórias: 2 a 0, no Mineirão, com gols de Deivid e Thiago, e 2 a 1 no Serra Dourada com gols de Aristizábal e Sandro.

A primeira grande partida da competição foi contra o Vasco, nas quartas de final. No jogo de ida, no Mineirão, o Cruzeiro foi muito superior à equipe carioca, mas desperdiçou muitas chances de gol e o placar, que poderia ter sido uma goleada celeste, terminou 2 a 1 para o Cruzeiro. Em São Januário, novamente o Cruzeiro teve muitas chances de definir o jogo e não as aproveitou. Alex abriu o placar para o Cruzeiro aos 13 minutos do segundo tempo, e Souza empatou para o Vasco aos 15. Augusto Recife ainda levou cartão vermelho, deixando o Cruzeiro com um a menos. Com o 1 a 1 no placar, a torcida cruzeirense ficou apreensiva até o apito final, já que um gol do Vasco seria suficiente para levar a decisão para os pênaltis.

Na semifinal, o Cruzeiro precisou voltar ao Serra Dourada. Dessa vez para enfrentar o Goiás. No primeiro jogo, fora de casa, o Cruzeiro venceu por 3 a 2, com dois gols de Deivid e um de Aristizábal. No Mineirão, o primeiro gol foi marcado pelo Goiás, aos dois minutos do primeiro tempo, com Auecione. O Cruzeiro ainda conseguiu virar a partida, com gol de Mota aos 32 minutos do segundo tempo e outro de Augusto Recife, que com um chute de fora da área, encobriu o goleiro Harlei já aos 48 minutos da etapa complementar, coroando a vaga do Cruzeiro para a final.

Na grande decisão, o adversário foi o Flamengo. No primeiro jogo, o Maracanã foi palco de uma das pinturas que está gravada na memória dos cruzeirenses: o golaço de Alex, de letra, após cruzamento rasteiro de Deivid. Este gol de Alex abriu o placar aos 30 minutos do segundo tempo, deixando o título mais perto da Toca da Raposa. Aos 48 minutos do segundo tempo, o Flamengo consegue o empate com Fernando Baiano. O 1 a 1, fora de casa, no entanto, ainda era uma boa vantagem para o Cruzeiro.

No jogo do Maracanã, os zagueiros Edu Dracena e Thiago receberam o terceiro amarelo e precisaram cumprir a suspensão na grande decisão. A zaga do jogo de volta tinha Luisão, que estava há muito tempo sem jogar após uma contusão, e por Gladstone, que ainda não havia jogado no time principal.


Os desfalques não afetaram o time celeste, que deu um show no Mineirão. Logo no começo da partida, com um minuto de bola rolando, Deivid faz o primeiro gol celeste. A primeira etapa, que terminou 3 a 0 para o Cruzeiro, teve ainda gol de Aristizábal aos 16 minutos e Luisão aos 28 minutos.


Na etapa complementar, Fernando Baiano diminuiu para o Flamengo aos 18 minutos do segundo tempo. Diante do título, a euforia dos quase 80 mil cruzeirenses que lotaram o Mineirão foi proporcional ao talento daquele time espetacular, que venceu a Copa do Brasil de forma invicta e escreveu uma das páginas mais bonitas da história do Cruzeiro.

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do Futebol Por Elas

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