Com ascensão do futebol feminino, Rosana retorna aos gramados após aposentadoria


Em entrevista ao Futebol por Elas, Rosana conta os principais

motivos que levaram seu retorno ao futebol

Rosana Augusto, de 37 anos, que anunciou sua aposentadoria no inicio de 2019, quando passou a se dedicar a estudos como intermediadora de futebol, retornou aos gramados em setembro após convite da Ferroviária para jogar a Libertadores Feminina. Neste ano, a Locomotiva ou Ferrinha, como é conhecido o time, já levantou a taça do Campeonato Brasileiro e agora segue em busca do caneco do torneio continental.

Rosana tem um histórico incrível no futebol. Iniciou sua carreira em 1997, no São Paulo, na sequência, passou por Internacional, São José, Corinthians e Centro Olímpico. Fora do país defendeu Paris Saint Germain e Lyon, da França, SV Neulengbach, na Áustria, Avaldsnes IL, da Noruega, e também vestiu a camisa do Sky Blue e North Carolina Courage, dos EUA. Além de ter no currículo passagem pela Seleção Brasileira, disputando Olimpíadas (2000, 2004, 2008, 2012), Copa do Mundo (2003, 2007, 2011 e 2015), Copa América (2010) e Jogos Pan-Americanos (2007 e 2011). E encerrou brevemente sua carreira em 2018, no Santos.

O legado da jogadora no futebol feminino e nos gramados é enorme, com isso, A Associação Ferroviária de Esportes Futebol Feminino, apostou e investiu em trazer Rosana em campo novamente. “Eu havia recebido propostas de outros times, mas a escolha pela ferroviária foi muito pela disputa da Libertadores, que seria um Campeonato curto e importante, e que teria no comando do time a Tati, que eu já conhecia o perfil. E pelo convite partir do prefeito da cidade, o Edinho, um grande apoiador do futebol feminino há muitos anos. E tenho certeza que acertei na escolha”, conta a meia-atacante ao Futebol por Elas.

Além da proposta da Ferroviária, o fator decisivo de Rosana no retorno foi a segurança com seu alto rendimento. “Primeiramente, o que me fez voltar a jogar foi o momento de ascensão que vive o futebol feminino, com essa obrigação linda da FIFA comecei a receber propostas de clubes e entendi que era um bom momento para retornar. Senti também que eu tinha um alto nível que poderia contribuir com as equipes que eu fosse jogar”, afirma.

Certamente a Ferrinha acertou na contratação da meia-atacante. O time que garantiu a vaga na Libertadores após vencer o Corinthians na final do Campeonato Brasileiro, estreou o torneio na sexta-feira (11), vencendo por 10 a 1 o Mundo Futuro-BOL, em Quito, Equador. Uma das protagonistas do jogo e do gol foi Rosana, que joga como meia-atacante no time. Segundo a jogadora, as expectativas para Libertadores é a melhor possível, "até porque o título do brasileiro credencia muito a vinda da Ferroviária para Libertadores, e a vinda dela para cá. Então, espero que possamos e desempenhamos um bom papel. Estreamos bem, com pé direito, jogando bem e que continue assim".

Com a vitória, a Ferroviária lidera o Grupo B junto com o cabeça de chave Deportivo Cuenca (Equador), Estudiantes Caracas (Venezuela) e Mundo Futuro (Bolívia). A Ferrinha que já foi campeã da Libertadores em 2015, vai em busca do segundo título. "A Ferroviária é um time muito forte, competente e resiliente, e espero que possamos chegar à final e lutar mais uma vez pelo título assim como foi recentemente no Campeonato Brasileiro", conclui Rosana.

Rosana fecha parceria com a THE 360

Logo no seu retorno, Rosana e a escola e futuramente agência, THE 360, responsável por trabalhar conteúdos e eventos esportivos, anunciaram parceria. Segundo a atleta, a THE passa à assessora-lá e divulgar sua imagem. Além de fixar uma parceria forte que eles já tinham.

Já o diretor executivo da THE 360, Rodrigo Molina, reforça que a parceria aconteceu de forma orgânica.

“Desde 2015 a gente trabalha com mulheres na gestão do esporte, promovendo seminários, discutindo o papel da mulher dentro da gestão esportiva nacional. Depois criamos alguns cursos, desenvolvemos algumas ideias e projetos, e a Rosana chegou para conhecer a proposta da escola, apresentou planos, e participou dos nossos cursos como ouvinte, aluna, e contribuindo bastante com os professores que se apresentavam. Percebemos uma rica troca de informações nas aulas e compreendemos que podíamos mostrar para as pessoas o tamanho da Rosana, a história vitoriosa dela como atleta, mostrar para o mercado que pouco conhece e abrir muitas portas para que a Rosana consiga colocar em prática os projetos que ela tem.”

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