A valorização da regionalidade nordestina no futebol brasileiro

Atualizado: Jul 25

Que os clubes de futebol do Nordeste têm crescido em inúmeros aspectos, especialmente nos últimos anos, é inegável. Maiores investimentos, mais patrocinadores e, consequentemente, melhores resultados em campo.

Bahia, Fortaleza, Ceará e CSA são os quatro representantes da região na elite no futebol brasileiro este ano. As torcidas, extremamente apaixonadas, são um espetáculo à parte. Apesar de três deles estarem fazendo um campeonato irregular, os feitos conquistados até agora são de se louvar: o tricolor baiano, atual 7º colocado, subiu para a primeira divisão em 2016 e, desde 2017, ainda não saiu de lá; o Alvinegro se mantém pelo segundo ano consecutivo; o Leão do Pici chegou entre os 20 melhores do futebol brasileiro depois de uma campanha irretocável na segundona de 2018, finalizada com o título nacional; os elogios à temporada de 2018 na Série B também podem ser estendidos ao CSA, que ficou com o vice na competição.


Só que ao longo do tempo, às equipes nordestinas nunca foi dada muita atenção. O abismo entre elas e os "times do eixo" já foi ainda maior, e isso não apenas com relação ao aspecto econômico, mas também no cultural e no quesito divulgação.

Felizmente menos recorrentes que no passado, episódios xenofóbicos ainda acontecem contra equipes e torcedores do nordeste, principalmente com insultos dos mais diversos tipos, vindos de pessoas de mente limitada e totalmente desinformadas sobre a realidade da região. Os ignorantes podem até dizer que é "provocação", mas nada mais é do que preconceituosos que se utilizam do calor do jogo para destilar intolerância e ódio.

Então, sim, é muito importante que essas equipes e seus torcedores se manifestem a favor de si próprios, de sua regionalidade, em detrimento do que a maioria, muitas vezes, insiste em os fazer engolir. O futebol é livre, democrático e cada um torce para quem e quantos quiser. Mas não podemos negar a importância dessa valorização regional para evitar retrocessos e para fazê-lo ainda mais forte. Falar em "xenofobia reversa" por causa disso é pura leviandade. E viva o futebol!

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