21h30: a hora que nunca passa

Atualizado: 25 de Jul de 2020

As horas não vão passar rápido, não adianta olhar para o relógio de 5 em 5 minutos. A ansiedade não vai diminuir, não importa o que você faça para controlá-la. Seu único pensamento possível será o jogo. Você vai imaginar inúmeros roteiros para a semifinal: disputa de pênaltis, golaços, virada, gol aos 45 do segundo tempo, goleada... E mais: você vai sofrer e vibrar por cada um dos cenários imaginados.

Eis, talvez, uma das coisas mais bonitas no futebol: é inevitável criar expectativa. E isso, ao contrário do que espalham pelas redes sociais, não precisa ser algo ruim. Nós temos mania de limitar nossas perspectivas com medo da decepção. No futebol, quase que no automático, em algum momento, vamos pensar: “Imagina se…”. É o que nos faz querer que chegue 21h30 o mais rápido possível, queremos parar de imaginar o improvável e ficar diante da possibilidade real de comemoração. E enquanto gremistas e flamenguistas sonham com a vitória, a expectativa aumenta, o coração dispara e o tempo segue na mesma velocidade.

Os momentos que antecedem o rolar da bola, contudo, são fantásticos. Boa parte da graça de uma partida está em esperar por ela. Da expectativa ao nervosismo, há sempre uma certeza que nos acompanha nesses momentos: vale a pena torcer. Poucas coisas mexem tanto com um torcedor quanto disputar uma vaga na final. Gremistas e flamenguistas, a ansiedade é inevitável - portanto, o melhor a ser feito é aproveitá-la. Seja lá o que aconteça no Maracanã hoje, será épico. Vocês são privilegiados: acordaram com a certeza de que o dia entrará para a história.

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