Copa do Brasil: Rei de Copas, Grêmio conquista o penta em 2016

Atualizado: Jul 25

Foram 15 longos anos. Foram tantas bolas na trave, tantos sonhos que interrompidos por eliminações... Tantas vezes pensei ‘quando será a tua hora. Quando será a nossa hora?’ Final de ano, 2015 não foi um ano fácil. No Réveillon troquei a superstição das cores, pela camisa do Grêmio. A meia-noite ouvi os primeiros fogos de artifícios chegando ao céu. A primeira coisa que desejei foi um título, aquele desejo clichê de todo o torcedor. Afinal de contas, todos nós queremos vibrar, chorar de emoção e gritar É CAMPEÃO!

A trajetória do Grêmio na Copa do Brasil de 2016 iniciou diante do Atlético Paranaense, nas oitavas de final. Enfrentamos um adversário que anos atrás nos eliminou. Na Arena da Baixada uma vitória. O 1 a 0 nos encheu de esperança, afinal de contas, o jogo de volta seria na Arena. A nossa casa. Com o apoio de uma torcida que é considerada A MAIS FANÁTICA DO BRASIL.

O destino nos reservou uma surpresa. Pense torcedor, quantos títulos o nosso tricolor conquistou de maneira fácil? Nada na nossa história foi fácil, tudo foi conquistado com jogos inesquecíveis, com sangue, com carrinho, com a alma copeira que só o torcedor do Grêmio conhece. Em plena Arena o time paranaense vence o jogo. A decisão seria nos pênaltis. Mas temos Marcelo, um goleiro que cresce nos momentos importantes. Um goleiro que já nos presenteou com tantos pênaltis defendidos. Além de Grohe, tínhamos outro goleiro. Eurico Lara estava ali. Eu senti, senti a alma do nosso eterno campeão farroupilha nos ajudando.

Brilhou a estrela de Grohe. Torcedor tem um sexto sentido. Foi nesse momento que soube que o PENTA seria nosso. O Grêmio merecia, o elenco do Grêmio merecia. A nossa torcida merecia, e Grohe então... Ah Grohe, mais de 10 anos com a camisa do Grêmio. Foram tantos anos esperando a tua chance, sem nunca desistir, sem nunca perder a fé. Assim como nós, tu mereces.

As quartas de final colocou o Palmeiras no nosso caminho. E como não lembrar daquela vitória tricolor nos anos 90, pela Libertadores da América? Ah, torcedor. Ah meu irmão, tricolor. A competição mudou sim, os anos mudaram, o futebol mudou. Mas nós tínhamos uma certeza: a raça, a entrega, seria a mesma. A Arena vibrou amor, vibrou emoção. A vitória por 2 a 1, nos encheu a esperança. O empate por 1 a 1 no jogo da volta, nos deu uma única certeza: 2016 seria o nosso ano.

Vibramos a ida para a semi final diante do Cruzeiro. Eram os dois maiores campeões da Copa do Brasil em campo. Cada um lutando para o inédito pentacampeonato. E que partida. O Grêmio dominou. Ao marcar o 2º gol, o Mineirão até parecia a Arena do Grêmio. Só ouvíamos a nossa torcida tricolor cantando. Já havíamos calado o Maracanã em uma conquista da Copa do Brasil. Mesmo na semifinal, calamos o Mineirão. Era um sinal de que o Grêmio sairia campeão? O empate em 0 a 0, nos colocou na final.

Ah, torcedor gremista. A tão sonhada final havia chegado. 180 minutos! O que são 180 minutos, para quem esperou quinze e longos anos? Os torcedores rivais, não apenas corneteavam, como nos chamavam de iludidos. Eu até cheguei a brincar com a situação!! Estava iludida, o Grêmio havia me iludido, mas lá no fundo nós sabíamos: SERÍAMOS CAMPEÕES.

A alma aguerrida, copeira e raçuda havia voltado. Não era o mesmo Grêmio que havíamos conhecido no início do ano. Era um Grêmio diferente, um Grêmio que queria ser campeão. Fomos novamente até o Mineirão, e lá o transformamos em uma segunda casa. O placar, o jogo, tudo parecia um sonho. Tudo parecia ser perfeito demais. Um frio na barriga começou a surgir. Não era um frio de medo. Era um frio de ansiedade, uma ansiedade que parecia não ter fim.

7 de dezembro de 2016, um dia anterior completei 23 anos. Estava ansiosa para ter o meu presente de aniversário. O grande dia, o nosso dia. O dia em que iríamos desprender o grito de campeão da garganta. O sonho estava tão próximo. Restavam apenas 90 minutos. A Arena estava lotada. A Geral do Grêmio estava linda e pulsante, assim como era no estádio Olímpico... Ah, o Olímpico! Nosso lugar mágico, o palco de grandes conquistas.

O primeiro tempo havia terminado. O nervosismo já tomava conta, os minutos pareciam não passar. Estávamos parados no tempo, o nosso pensamento era apenas um: o PENTA. Os minutos finais estavam chegando. Quando Bolaños aproveitou um rebote e balançou as redes. O Grêmio havia se tornado PENTACAMPEÃO!!!! O gol marcado pelo Atlético Mineiro não adiantou. Os minutos finais foram marcados por brigas entre os jogadores do tricolor e do galo mineiro. O apito final soou. Corre pro abraço torcedor, grita É CAMPEÃO com todas as suas forças. Nós merecemos!

Apoiamos, amamos o Grêmio em todos os momentos. Pintamos o mundo com nossas cores, conquistamos títulos com sangue, com suor, com tanta raça. Não vamos nos esquecer dos momentos tristes. Afinal, se estamos comemorando hoje foi porque aceitamos todas as dolorosas derrotas. Dezembro de 2016 renascemos. Renascemos para ser PENTACAMPEÕES!

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