#4anosFPE: amor pelo futebol não se aprende, nasce com a gente

Atualizado: Jul 25

Eu acredito que a gente não aprende a gostar de futebol. Você nasce sabendo. Nem todo mundo ama boneca e não adianta forçar a barra. Se a criança ama livros, você pode colocar na frente dela inúmeras bonecas, de todos os estilos e preços, mas como uma apaixonada, ela vai optar pelo livro. A vida é uma vitrine e o tempo inteiro coisas nos são apresentadas. Mas o nosso olhar só vai brilhar por aquilo que nasceu com a gente. Os gostos não são ensinados. E assim é com o futebol. Por que será que ver o meu tio torcer e gritar loucamente olhando para uma tela onde predominava a cor verde e vários pontinhos coloridos me chamou tanta atenção? E por que a novela que minha avó assistia no quarto chamou a atenção da minha prima? Porque isso nasceu com a gente e, o mundo queira ou não, o que prende a nossa atenção é o que nos dá brilho aos olhos.

Não me lembro do dia em que parei e pensei “vou amar o futebol”. Sabe por quê? Porque o amor não é escolha, ele acontece. É como um relacionamento entre humanos. No primeiro olhar você admira, depois quer ver de novo, em seguida quer conhecer mais sobre a pessoa e, sem notar, você já está completamente apaixonado(a).

Foi desse jeito que aconteceu comigo e o futebol. Achei interessante a euforia do meu tio vendo um jogo do Flamengo e quis sentir aquilo também. Junto com a euforia pelo futebol veio o amor pelo Flamengo. Sobre ele eu não sei explicar. É um sentimento que transcende o explicável. A cada bola na trave, a cada pênalti cobrado, a cada lance importante, a cada gol marcado, consigo ter a certeza de que esse sentimento não se ensina. Apenas… se sente!

Como dito por um escritor inglês, quando se trata de futebol, a coisa mais importante sobre o futebol, é que não é apenas o futebol. E é isso que me encanta. A gente pode respirar o futebol até mesmo quando a bola não está rolando em campo. O futebol une as pessoas, dá esperança, proporciona alegria e momentos inesquecíveis.


O futebol abre portas, assim como abriu pra mim. O amor por esse esporte tão querido me fez escolher o jornalismo. Aliás, costumo dizer que não sei exatamente se fui eu quem escolhi o jornalismo ou foi ele quem me escolheu. A única coisa que sei é que era pra ser. Eu e o jornalismo. O jornalismo e eu. Com ele posso contar histórias e enxergar o esporte além do entretenimento. Com ele o esporte pode ser minha profissão e estar presente no meu dia a dia. Tem coisa melhor do que trabalhar falando sobre o que ama?

Além disso, o amor pelo futebol e pelo jornalismo também abriu a porta do Futebol por Elas para minha vida. Ao pesquisar conteúdos que se relacionavam com o meu trabalho de conclusão de curso encontrei esse blog tão lindo e passei a acompanhar os conteúdos. Foi então que um belo dia me bateu o interesse de descobrir como aqueles conteúdos eram produzidos e mandei uma mensagem via Instagram para elas. Dessa mensagem surgiu a oportunidade de fazer parte de um time de mulheres apaixonadas por tudo que rola no mundo do futebol e passei a compor a família Futebol por Elas.

Mulheres sonhadoras e dedicadas que buscam espaço e o direito de falar sobre a temática com autoridade, respeito e mostrar conhecimento. Viva o futebol, o amor por ele e tudo de bom que ele nos proporciona. Viva o Futebol por Elas. Obrigada por me permitir fazer parte dessa história e por me dar espaço para escrever um pedaço da minha.

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