#4anosFPE: a paixão pelas histórias do futebol

Atualizado: Jul 25

Nunca consigo explicar muito bem como me apaixonei por futebol. Não posso dizer que foi influência na família: não havia ninguém fanático nela. Não saí do berço com uma camisa de time, tampouco ganhei uma bola para chutar após dar os meus primeiros passos. Mas lembro de, ainda com uns três anos, sair pelas ruas cantando o hino do meu time - a primeira canção que aprendi a cantar do início ao fim.

E lembro com clareza do momento no qual a minha paixão se intensificou. Foi em 2009. Estava com 11 anos e, pela primeira vez em uma temporada, realmente parei para assistir todos os jogos. E sofri por futebol como nunca mais sofri na vida. Chorei quando o Cruzeiro foi derrotado na final da Libertadores - no Mineirão lotado, de virada. O gol que mais comemorei na vida aconteceu nesse jogo, quando o Cruzeiro abriu 1 a 0 diante do Estudiantes. Depois da virada, e do apito final, só sabia chorar. E ali vi que o futebol iria me acompanhar pelo resto da minha vida.

Na temporada seguinte, comecei a escrever sobre o Cruzeiro. Por um tempo, fingia ser mais velha e fingia ser homem - mas era só uma garotinha de 12 anos, com muita vontade de falar sobre o que amava. Na outra temporada, passei a escrever sobre futebol no geral - e assinar com meu nome. Em seguida, comecei a comprar todos os livros relacionados a futebol que encontrava - queria conhecer a história de clubes, campeonatos, torcedores, etc. Depois, descobri o quanto amava contar histórias - especialmente àquelas que envolviam o esporte. Aí já sabia o que iria fazer quando chegasse o momento de escolher meu curso na faculdade: eu seria jornalista.


Guardo com carinho as lembranças da primeira vez que pisei em um campo para cobrir uma partida. Me senti em casa. Na semana passada, um amigo meu me perguntou se, por causa do machismo, em algum momento eu fui levada a crer que o jornalismo esportivo não era o meu lugar. Eu, talvez pelo apoio que recebi da família desde o começo, jamais senti isso. Durante o curso, outras áreas do jornalismo foram ganhando o meu interesse. Mas o jornalismo esportivo jamais perderá o lugar que, merecidamente, ocupa no meu coração.

Foi o curso de jornalismo me levou a conhecer o Futebol por Elas. Estava fazendo uma reportagem sobre machismo no futebol - esse tema sobre o qual falamos com frequência, do qual parece sempre ter mais algum ponto para abordar e do qual, se você for mulher e gostar de futebol, não consegue fugir. Pois bem. Durante as minhas pesquisas, li sobre o blog.

A minha primeira reação foi pensar "Como não ouvi falar sobre esse blog antes?". O segundo passo foi entrar em contato para agendar uma entrevista. Fui atendida super bem, entrevistei a Kali, e conheci de fato a história e o propósito do projeto. Depois da entrevista, a Kali me surpreendeu com um convite: "Quer fazer parte do blog?". Aceitei na hora. Já faz dois anos desde que comecei a fazer parte do Futebol por Elas. Eu, que fazia minha primeira grande reportagem na faculdade de jornalismo, agora já estou quase me formando. A vontade de escrever sobre futebol, no entanto, segue a mesma.

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