#4anosFPE: o futebol é compartilhar histórias

Atualizado: 25 de Jul de 2020

Somos tão acostumados a contar histórias de terceiros que escrever no singular se torna um desafio. Conheci o futebol por meio de uma colega de infância, por volta dos cinco ou seis anos. Em meio as brincadeiras de rua, ela me questionou “qual seu time?” e eu não entendi. Logo ela completou “você torce para o Fortaleza, igual eu”. Cheguei em casa e corri animada para contar ao meu pai e curiosa para saber qual o time dele, a resposta foi direta “O nosso é o Ceará”. Aceitei sem mais delongas.

Com o passar do tempo, assistia uma final ou outra de campeonato e ficava procurando pela tela da televisão para ver se conseguia encontrar o meu pai no meio da torcida. Com uns treze anos de idade, logo que acabou a novela, comecei a assistir uma partida entre Ceará e Flamengo em uma disputa pela Copa do Brasil. O Ceará conseguiu um empate histórico que o levou a classificação. E eu fiquei tão entusiasmada que fiz um acordo comigo mesma que daquele momento em diante torceria este time pelo resto da vida. Não só pelo meu pai, mas porque tinha me encontrado em meio a toda raça e energia daquela disputa. Ali, eu também compreendi o que era ser um clube nordestino, aquela coisa de contra tudo e contra todos.


Desde então, o futebol passou a nortear muitas das minhas escolhas. Ao entrar na faculdade de história, precisei buscar por um campo de pesquisa e logo o esporte surgiu como possibilidade. Nesse processo, conheci a Karine Nascimento e ela, para minha sorte, me apresentou e convidou para fazer parte do blog.

Quando parei para pensar nesse texto, busquei responder o que era o futebol para mim. E a minha conclusão é que o futebol significa gente e era isso que me instigava. Com o tempo, me dei conta que o resultado em si havia deixado de ser o principal. Momentos bons e ruins fazem parte de qualquer clube, mas fica o que é compartilhado. Entre família, entre amigos, entre fãs e ídolos. E fazer parte do Futebol por Elas tem um algo a mais, afinal compartilhamos com quem tem as mesmas lutas que as nossas.

(Na imagem, uma foto do meu pai que tirei em 2017)

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