Não é só futebol, é luta contra o racismo

Atualizado: 25 de Jul de 2020

Estamos em 2019, quase 2020 e falar sobre racismo ainda continua sendo necessário. Não deveria ser. Em um mundo ideal seríamos livres de qualquer preconceito. Mas, não somos.

No último domingo (10), cenas lamentáveis marcaram a partida entre Shakhtar Donestk e Dínamo Kiev, pelo Campeonato Ucraniano. Jogadores do Shakhtar, os brasileiros Taison e Dentinho foram vítimas de ofensas racistas por parte da torcida visitante, que emitia sons imitando macacos sempre que os jogadores tocavam na bola.

Por volta dos 30 minutos do segundo tempo, Taison se manifestou indignado com as ofensas, mostrou o dedo do meio para os torcedores e chutou a bola em direção a arquibancada. O juiz o puniu com cartão vermelho e a partida foi paralisada por alguns momentos, cogitando-se possível a suspensão do jogo. Porém, alguns minutos depois a bola voltou a rolar.

Taison e Dentinho deixaram o campo abalados, chorando e sendo amparados pelos colegas de time. O apoio veio ainda fora de campo, times como Corinthians e Internacional usaram as redes sociais para se manifestar contrários a qualquer tipo de ato racista, além disso, diversos outros jogadores também usaram a internet para repudiar o racismo que os dois sofreram.

Em uma péssima coincidência, no mesmo dia, no Brasil, uma confusão na arquibancada do Mineirão, entre torcedores que assistiam o clássico entre Atlético Mineiro e Cruzeiro, acabou em mais uma ofensa racista. Em um vídeo gravado na torcida, um torcedor diz ai segurança: "Você pôs a mão em mim, olha sua cor". Até a ontem (11), o torcedor ainda não havia sido identificado.

Infelizmente, cenas como essas fazem parte do dia a dia, de uma sociedade que insiste em diminuir pessoas pela cor da sua pele. Infelizmente, cenas como essas são frequentes no futebol. Taison, em uma de suas redes sociais disse: “Em uma sociedade racista, não basta não ser racista, precisamos ser antirracista. O Futebol precisa de mais respeito, o mundo precisa de mais respeito”. O Futebol por Elas se manifesta contra toda e qualquer atitude racista, dentro e fora do campo. O objetivo desse texto é destacar nossa posição contrária ao preconceito.

O dia 20 de Novembro se aproxima, que não seja só mais um feriado, mais um dia em casa. Que nós possamos, através dos tristes acontecimentos deste fim de semana refletir sobre um preconceito que não deveria existir, e mais que isso, buscar formas de mudar o mundo que vivemos.

Taison não se calou. Dentinho não se calou. Nem nós iremos. O RACISMO PRECISA ACABAR.

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