#4anosFPE: um amor que veio de família

Atualizado: Jul 25

A minha relação com o esporte é histórica e intensa. Venho de uma família de boleiros e apaixonados pela modalidade. Meu avô materno, grande influenciador e mestre no assunto futebol, foi árbitro de jogos amadores na várzea durante a década de 50. Senhor Alcides Bech, com toda sua experiência e vivência, me ensinou boa parte do que eu sei sobre as regras, táticas e técnicas do futebol. O caderno de esportes do jornal do dia estava sempre separadinho para que eu pudesse ler nas manhãs que passávamos juntos. Conversávamos sobre o assunto, assistíamos às partidas e comentávamos sobre a rodada. O fanático corinthiano me apresentou ao mundo futebolístico e plantou uma sementinha no meu coração.

Mas a paixão pela categoria se materializou junto ao meu pai, fazendo germinar a pequena semente. Quando jovem Edvaldo Sorrini foi jogador de futebol nas categorias de base do Nacional Atlético Clube (São Paulo - SP), mas por um problema na visão não conseguiu se profissionalizar. Sua habilidade, sabedoria e empolgação eram contagiantes e extravasadas no charmoso estádio Nicolau Alayon, da capital paulista. Quando criança o acompanhava aos jogos do Ferrinho, e ali o meu fascínio pela modalidade se concretizou, assim como a empatia pela “pequena” equipe da Barra Funda. Desse modo, meu genitor me transmitiu seus vastos conhecimentos e afeto pelo esporte. E até hoje somos grandes e inseparáveis parceiros de estádio e boas resenhas sobre o assunto.

Não tinha escapatória, o sangue futebolístico sempre correu vibrante nas minhas veias e estampou o meu DNA. Não existe Taísi Bech Sorrini sem o futebol. Aquela sementinha é hoje uma grande e frondosa árvore. A modalidade são minhas raízes e minhas flores mais bonitas.

Simultaneamente ao esporte, eu também sempre gostei de escrever. E então, em meados de 2018, vi a oportunidade de colocar a minha paixão pelo futebol em palavras. Foi quando ingressei para o timaço do Futebol por Elas! Vesti a sua camisa com muito empenho, dedicação e orgulho; e entrei em campo com o texto “A grandeza de torcer para um time pequeno”. Uma publicação que resgata a minha história com a modalidade e valoriza a importância dos clubes sub estrelados, fazendo uma referência ao meu amado time, o “pequeno gigante” Nacional Atlético Clube.

Eu já acompanhava a plataforma pelas redes sociais (era fã de carteirinha) e ver um texto meu publicado naquele espaço foi um enorme privilégio para mim. Eu sou Engenheira Agrônoma de formação e nunca havia tido contato com a área de comunicação, mas sem preconceitos ou julgamentos, fui recebida com larga afeição pelas colunistas do blog. Assim, compartilhar experiências, vivências e conhecimentos com meninas tão competentes, admiráveis e empoderadas fizeram com que eu me lapidasse como ser humano, mulher e torcedora.

Então, desde aquele maio do ano passado, eu carrego no peito com muito orgulho, respeito e carinho o escudo do Futebol por Elas e o levo junto de mim como um lindo adorno na minha árvore.

Se a Taísi não existia sem o futebol, agora ela também não existe mais sem o Futebol por Elas! Vida longa ao blog! Sucesso às mulheres que fazem a comunicação acontecer de maneira séria, empoderada e qualificada.

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