A importância de combater o assédio no futebol

Atualizado: Jul 25

A discriminação por rótulo de gênero ainda é gigante e a nossa luta por igualdade está longe de terminar. Segundo a entidade Fare, aliada da FIFA no controle de discriminação no futebol, ocorreram mais de 45 casos de assédios registrados na Copa do Mundo da Rússia 2018.

Durante os campeonatos anuais do Brasil, são registrados em média 25 casos de assédios por jogo, uma porcentagem altíssima e assustadora para a estimativa de mulheres nos estádios brasileiros.

Não só as torcedoras que sofrem assédios; segue a estimativa de 53% das mulheres sofrem assédios ou algum tipo de violência por colegas nos seus ambientes de trabalho, e apenas 2% das mulheres que trabalham com o esporte não relatam ter sofrido algum tipo de assédio, agressão ou preconceito. O futebol ainda é um esporte considerado masculino e as mulheres se interessam sofrem preconceitos, discriminações e principalmente assédios físicos e morais.

No Brasil o número de pessoas que gostam de futebol é altíssimo e claro que dentro desse número a maioria é homem, mas essa discriminação vem desde sempre, logo na infância as crianças são expostas a diferença de gênero em que brincar de futebol é coisa de menino e brincar de boneca é de menina; desde cedo esse rótulo é imposto as nossas crianças e segue até a vida adulta, fazendo com que os preconceitos aumentem cada vez mais.

Ser mulher e estar no meio do futebol hoje, ir ao estádio sozinha ou com uma amiga, trabalhar dentro dessa área e mostrar que mulher entende de futebol, não se intimidar com esses preconceitos e querer cada vez mais mostrar que o FUTEBOL É POR ELAS, é sinal de coragem.

Em pleno século XXI, ainda vivemos em um mundo machista, onde escutar mulheres falando sobre futebol é um espanto, ver mulheres jogando ainda é estranho, e mulheres trabalhando nesses meios ainda gera desprezo de muitos.

Óbvio que as mulheres estão ganhando seus devidos direitos aos poucos, já avançamos muito, mas ainda estamos longe de escolhermos o lugar que querermos estar e não sofrer preconceito por isso. A discriminação por rótulo de gênero ainda é gigante e a nossa luta por igualdade está longe de terminar.

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