#4AnosFPE: muito mais que uma simples paixão

Atualizado: Jul 25

Não gosto muito de falar sobre mim, muito menos de como comecei a gostar de futebol ou de qualquer outro esporte, porque nem eu mesma sei. Procurando por fotos antigas nos mais diversos álbuns de fotografias situados em uma prateleira alta lá em casa, na qual tenho que ir atrás de uma cadeira para ter acesso a ela, encontrei algumas fotos minhas com a camisa do time de meu pai e também com a camisa do meu.

Minha memória remota sinaliza uma cena em que meus pais estavam assistindo à partida final de uma competição importante do meu time na sala de TV. Após os 90 minutos, meu time foi vitorioso, fiquei super empolgada com a comemoração do título e sempre que meu pai assistia partidas de futebol eu estava ao seu lado na sala. Até então, minha única conexão com o futebol era durante competições significativas como a Copa do Mundo. Fui acompanhando os esportes cada vez mais com meu pai até que chegou um momento em que eu não perdia uma simples partida. Meus pais chegavam a se irritar, pensar talvez que isso é coisa de menino, que era uma fase; ao perceberem que não era, aceitaram mais a ideia e agora me apoiam sempre que dá.

A partir de 2011, comecei a acompanhar mais habitualmente os jogos do meu time. E ao mesmo tempo que acompanhava o meu clube do coração no Brasil, em 2011 eu passei a acompanhar os jogos do Chelsea, os azuis de Londres. A partir disso, comecei meu fanatismo pelo jogador de futebol Fernando Torres, que havia jogado muito pelo Liverpool e havia sido o terceiro melhor do mundo pela FIFA, e sim, administrei um fã clube para ele durante um bom tempo (risos). Não perdia um jogo do Chelsea ou um jogo da seleção espanhola.

Eu não sei como viver sem futebol, tudo que eu penso eu encontro uma forma de associar ao esporte. Toda vez que viajo para algum lugar, eu quero ir conhecer algum lugar relacionado a futebol, algum museu, algum estádio… E aproveitando esses anos áureos em que o Brasil sediou várias competições de renome internacional, pude assistir pelo menos uma partida de cada uma delas in loco.

É engraçado… Lembro bem de meu avô usando seu rádio-relógio para escutar jogos do Botafogo e do Tupi e como a minha avó ficava brava com isso porque queria sossego. Também meu pai assistindo jogos um atrás do outro na sala de TV e minha mãe pedindo atenção. Fico pensando se seria um karma eu ter um companheiro que não goste de futebol e eu tenha que lidar como meu pai e meu avô (graças a Deus, não). Além disso, sou daquelas metódicas, que quer ter uma coleção de camisas de time (e cachecóis) que ocupe um closet inteiro e que quer preencher um álbum de fotografias todo com ingressos de partidas.

Foi após ouvir tanto que mulher não deve gostar de futebol e muito menos falar sobre isso, que a minha vontade de fazê-lo aumentou cada vez mais. Como eu tenho várias meninas que curtem futebol nas redes sociais, foi a partir do compartilhamento de alguma delas que conheci o Futebol por Elas. Dessa forma, eu acompanhava as publicações e os textos, e sempre quis fazer parte do grupo. Em 2018, minha amiga e colunista do Blog, Anna Virgínia, insistiu muito para que eu enviasse um texto para o Futebol por Elas. Após isso, comecei a escrever de 15 em 15 dias, e faço isso até hoje, muito feliz pelo que faço. Também tenho um blog pessoal, chamado Maria Futeboleira, onde também escrevo. Sou muito feliz em fazer parte desses #4anosFPE, que isso continue por mais anos e anos e que as mulheres continuem lutando pela visibilidade e pelo seu espaço no esporte e no jornalismo, como deve ser.


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