#4anosFPE: a menina que sonhou em trabalhar com futebol

Atualizado: Jul 25

Uma certeza na vida: amo futebol! Melhor jeito de começar essa crônica esportiva, porque assim vocês vão entender muita coisa que vou contar nela. Desde quando o amo? Desde o útero da minha mãe, sem sombra de dúvidas.

Quando era mais nova minha mãe, Semara, contava pra que quando descobriu que estava grávida, ela passava a mão na barriga e falava: "Meu Gabriel”. Sim, o sonho dela era que ser mãe de um menino (o que não aconteceu, somos duas meninas). Assim por muitos anos, ela justificou minha paixão absoluta por jogar e acompanhar futebol.

Ao longo da minha infância fiz escolinha de futebol somente com meninos, jogava futebol na rua descalça e sempre fui a companheira do meu pai nos jogos do nosso time de coração. Não esquecendo que minha primeira vez no estádio que foi aos cinco meses de idade, de carrinho e tudo.

Na adolescência foi a fase ter meus ídolos. Todos futebolísticos, sem exceção. Nos meus 15 anos, queria entrar e dançar a valsa com jogadores. Invés de festa nos 18, fui para o Rio de Janeiro, fazer o que? Olhar um jogo de futebol no Maracanã.

Vivia nos treinos, jogos, tinha camisa autografada, presentes de jogadores e coleciono até hoje, muitas fotos com eles. Tenho inúmeras loucuras, por exemplo, dormir em aeroporto para esperar os times. Enfim, com toda a certeza lapidei minha paixão por futebol na infância e na adolescência, seja jogando, ou nas arquibancadas, e já pensava em alguma forma de estar mais por dentro do esporte quando virasse adulta e assim quis virar jornalista.

Ainda lembro do meu encanto pelas jornalistas esportivas que via na beira dos gramados, ou nos treinos dos times, e sonhava em estar no lugar daquelas mulheres... E hoje estou!

O jornalismo esportivo é um sonho que se tornou realidade, é uma realização pessoal, um desejo enorme e um prazer inenarrável. Não ligo para dia, hora e nem lugar. Quando estou escalada para os jogos, simplesmente fico feliz e faço o melhor que posso.

Juntei aquela paixão de menina com o amor por essa profissão que me enche de conhecimentos, amizades e que aumenta o meu amor por futebol. A Grazi, hoje, não se vê em outro lugar nos finais de semana, preciso de um jogo pelo menos, ou cobrir algum treino, alguma coisa ligada ao futebol.

O esporte ainda é cheio de preconceito, todos os dias tenho que provar para alguém porque tenho um programa esportivo na rádio, porque sou repórter de campo, e porque escrevo sobre futebol. Eles duvidam ainda se nós sabemos o que é impedimento, e nós mulheres estamos conquistando nosso espaço dentro do futebol cada dia mais.

Finalizando, a guriazinha, adolescente que um dia eu fui teria orgulho do que eu me tornei, e assim seguimos, trabalhando, lutando e vencendo igual uma mulher que ama futebol.

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