• Vanessa Ritter

#93: Radaeli eterno

14 de julho de 2019. Há um ano, o futsal amanheceu desolado. Pablo Yago Radaeli, jogador do Passo Fundo Futsal, perdeu a vida após uma saída de pista do ônibus que retornava com a delegação do time, depois de uma partida da Liga Gaúcha, em Uruguaiana. Eram mais de mil quilômetros (ida e volta), que não foram completados.


Radaeli, de 22 anos, foi uma promessa do futsal. Natural de Novo Hamburgo e apaixonado por futebol, saiu de casa aos 17 anos para defender o Minas Tênis Clube, em Minas Gerais. Voltou ao solo gaúcho para jogar na ASIF de Ibirubá e pela Uruguaianense, de Uruguaiana. Antes de ir ao Passo Fundo, ainda passou pelo Dracena, de São Paulo. Foi contratado pelo Passo Fundo em janeiro de 2019.

(foto: Alahna Oliveira)

Velocidade e raciocínio rápido eram seu diferencial como jogador. Muita habilidade e intimidade com a bola. Apesar de jovem, também exercia liderança. Tal talento lhe rendia bons frutos na temporada de 2019: era artilheiro da equipe com 15 gols – os mais bonitos, inclusive. O destaque também permitiu sua convocação para a Seleção Gaúcha no Campeonato Brasileiro de Ligas, onde conquistou o vice campeonato. Era a caminhada ao auge de sua carreira.


O ala já havia cativado a torcida com sua personalidade. Era extrovertido, fazia graça à torcida com seus gols e era referência à criançada – todos queriam entrar com ele em quadra. Virou um xodó dos torcedores. A “pose de quebrada” já era sua marca. A alegria de Radaeli também contagiava o vestiário. Como lembrara seus companheiros, quem comandava a caixa de som era ele. Muito pagode, samba e funk. Sempre animado, esse era o Rada 93.


(foto: Matheus Moraes/PFF)

A perda de um atleta tão jovem e com um futuro tão promissor abalou os apaixonados pelo esporte. A comoção foi gigantesca até mesmo para aqueles que não o conheciam e se encantaram com os relatos de quão gigante – dentro e fora de quadra – foi Pablo. Radaeli trouxe força e união entre clubes, atletas e torcedores. Homenagens foram prestadas por clubes do Brasil inteiro. Radaeli ficou na história do futsal. A data, o nome, o #93: ele sempre será lembrado.

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