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A espera da redenção de Coutinho

O ano era 2017, a pauta dos jornais esportivos era sobre um brasileiro com 28 gols marcados e 30 assistências na Premier League, Philippe Coutinho havia se tornado o maior artilheiro brasileiro da competição vestindo a camisa dos Reds. Incontestável pela Seleção Brasileira chegou a ser considerado um destaque do grupo guiado pelo Tite. A história brilhante do Pequeno Mágico passou a ganhar capítulos difíceis, de amado pela torcida, o meia-atacante passou a ser criticado e contestado. Como será que esse encanto começou ?


foto: arquivo pessoal

Menino de sorriso tímido, do subúrbio do Rio de Janeiro, Philippe Coutinho tem uma típica história de filme envolvendo paixão por futebol e lutar pelo sonho. Começou aos cinco anos com futebol de salão, depois foi para a escolinha de futsal, e em torno dos sete anos começou a atuar pelo Vasco da Gama. Em 2003 foi para os gramados, onde se destacou pela artilharia e por conquistar grande parte dos campeonatos. Sua timidez ficava do lado de fora do campo, a bola era sua extensão, logo foi convocado para seleção de base, sendo campeão do mundo no Sub-20, campeão da América do Sul no sub-15 e no sub-17.


Aos 17 anos, Coutinho sobe para o profissional do Vasco e ajuda o time a voltar para a primeira divisão. Coutinho jogou apenas 43 jogos no profissional do cruzmaltino, com cinco gols marcados, apesar de ter tido pouco tempo, tem um carinho grande da torcida vascaína. Em 2010 foi vendido por 3,8 milhões de euros para Internazionale. Coutinho tinha destaque de promessa, foi emprestado ao Espanyol e em 2013 os anos de glória se aproximaram e o jogador brasileiro passa a ser efetivo naquilo que era promessa, mostrando que estavam certos os que esperavam o melhor que ele poderia a oferecer ao futebol. Coutinho escreveu seu nome na história do futebol, usando a camisa dez do Liverpool, custou cerca de 8,5 milhões de euros aos Reds.


Em 2018 Coutinho assina com Barcelona e chega com muita expectativa, sendo cogitado pelo clube como sucessor de Iniesta, se tornando a segunda transferência mais cara da história do futebol e a maior do Barcelona, cerca de 130 milhões de euros investido no jogador. Atuou por duas temporadas, fazendo 21 gols e dando 11 assistências. Após sua segunda temporada já carregava o titulo de “pior contratação da história do clube’’. A fluidez e leveza do jogador em campo já não era vista, sua agilidade e precisão de passes, que era sua característica pareciam escondidos em meio a frustração. O Barcelona passava por um momento de reformulação e Coutinho não conseguiu suprir a expectativa, se tornou apático em campo não assumindo o protagonismo esperado.


foto: twitter Oficial do Bayern de Munique

No ano seguinte, Coutinho é emprestado ao Bayern de Munique, vestindo a camisa dez do clube, chegou com uma mesma vibração de que as coisas dariam certo na Alemanha. O jogador foi emprestado por uma temporada, conquistou a tríplice coroa na Alemanha (Bundesliga, Copa da Alemanha e Champions League), Philippe marcou por 11 vezes e deu duas assistências. O Bayern não quis fazer a compra do jogador, assim Philippe voltou para o Barcelona com os mesmos fantasmas, mas com esperança de escrever uma história diferente.


Coutinho fez alguns jogos na temporada, mas no final do ano de 2020 sofreu uma lesão no joelho esquerdo e desde então já passou por três cirurgias, inclusive está no Brasil para tratamento. O Barcelona quer vender o jogador, primeiro pela sua crise financeira devido à pandemia, pois é um dos clubes europeus que mais sofreu financeiramente, e devido a inconstância do jogador. Pelo lado do Barcelona ainda tem um agravante, pois Coutinho tem 90 jogos pelo clube, caso chegue a 100 jogos, o clube terá de desembolsar 20 milhões de euros em bônus ao Liverpool.


Philippe Coutinho terá que tirar um coelho da cartola para voltar a mostrar o seu bom futebol e amadurecimento em campo, terá que tomar para si o protagonismo que sempre foi o esperado que assumisse. Sua saída polêmica do Liverpool para o Barcelona ainda é um marco em sua carreira e essa decisão ainda é contestada pelos torcedores, aquilo que era sonho marcou o declínio do jogador.


Aos 28 anos, Coutinho precisa revisitar sua história de conquistas e reencontrar o bom futebol através de constância em campo e persistência. Segundo o jornal Marca, o Everton estaria disposto a pagar 40 milhões de euros pelo meio-campista. Seria de novo a Inglaterra palco para o resgate do brilho do jogador, marcando a sua redenção ?

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