• Ana Luísa Medeiros

A filosofia de Pia Sundhage no comando da Seleção Brasileira

A contratação da treinadora sueca Pia Sundhage foi anunciada no dia 25 de julho de 2019 pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E de lá pra cá, a treinadora reformulou a forma da Seleção atuar em campo.


A sueca comandará a seleção pelos próximos dois anos, sendo a primeira estrangeira na história das seleções brasileiras e, apenas, a segunda mulher a ocupar o cargo de treinadora na equipe brasileira feminina.


A treinadora, que possui uma vasta e vitoriosa carreira, tendo conquistado duas medalhas olímpicas com a seleção norte-americana começou sua trajetória como atacante do futebol sueco, com 17 anos. E, depois de disputar a primeira edição dos Jogos Olímpicos começou sua trajetória como técnica.


No ano em que conquistou os Jogos Olímpicos de Londres 2012, Pia foi eleita como a melhor treinadora de futebol feminino pela FIFA. Depois desta passagem vitoriosa pela seleção dos Estados Unidos, ela aceitou um desafio e tanto: comandar a Suécia, retornando à sua origem. O primeiro objetivo frente a esta seleção era a Euro de 2013, disputada em casa, mas a equipe parou na semifinal. Pia também comandou a Suécia na Copa do Mundo do Canadá, em 2015, e surpreendeu o mundo ao eliminar Estados Unidos e Brasil (nos pênaltis) nas Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, levando a Suécia ao pódio, conquistando o segundo lugar.


Pia gosta de utilizar em suas equipes um 4-4-2 clássico, mas também já chegou a usar o 4-2-3-1. Além de gostar de algo que foi possível ver na seleção brasileira na Copa do Mundo de 2019: laterais que saibam apoiar e tenham consistência defensiva. Outro ponto sobre seu trabalho é que a sueca gosta de volantes que sabem marcar, geralmente utilizando uma a mais marcadora e outra com mais habilidade para conduzir o jogo.


Na Seleção Brasileira, o aspecto fundamental para Pia organizar é a defesa, principalmente em lances de bola parada, o que tem sido um problema da equipe a longa data. Além disso, o tempo de jogo é fundamental para a zaga, assim como uma marcação individual mais centrada em anular as adversárias.


Outro ponto a ser destacado é a necessidade de rejuvenescer o time que disputou a última copa com média de idade de 28 anos. Felizmente, isso casa com a filosofia da treinadora de desenvolver projetos interligados entre seleção principal e categorias de base.


Com a chegada de alguém de renome, como Pia, as esperanças sobre a seleção voltaram aos olhos do brasileiro.

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