• advcarlasouto

A troca de camisas é o descumprimento mais recorrente no futebol brasileiro

Atualizado: Jan 16

Desde a publicação da Diretriz Técnica Operacional para o retorno do futebol, elaborada pela diretoria da CBF, os clubes vêm encontrando dificuldades para seguir o que foi determinado pela autoridade máxima do futebol no Brasil.


Junto às regras de jogo já existentes foram criadas normas que visam à proteção da vida de todos os profissionais que atuam no futebol profissional: os atletas dos times, os membros que integram a comissão técnica, não podendo esquecer dos funcionários essenciais à administração do estádio em dia do jogo, além da equipe de arbitragem, delegados da partida e de controle de dopagem. Traduzindo em números, para a série A do Campeonato Brasileiro são 300 profissionais, na Série B são 237 e na Série C 176, conforme a tabela demonstrativa de Diretriz Técnica Operacional da CBF.


Tabela de quantitativo limite de profissionais da CBF


Em razão do número elevado de profissionais que contribuem à realização de uma partida de futebol, é notório que fazer cumprir estas normas é tarefa nada fácil aos clubes. Os clubes de maior poder aquisitivo que disputam a Série A do Brasileiro dispenderam muitos esforços para o retorno do futebol. No entanto, é notório que entre essas equipes há uma discrepância financeira havendo, inclusive, nos bastidores uma série de críticas. Podemos citar desde a alegação de que alguns times não estariam protegendo seus jogadores nos deslocamentos e nas concentrações dos jogos, até mesmo a falta de orientação referentes às folgas. Em relação às viagens de jogos realizados fora de casa, algumas agremiações optaram em fretar aviões com o intuito de proteger seus atletas. Clubes como o Red Bull Bragantino e Flamengo decidiram adotar a medida em todas as partidas em que atuam como visitante.


Segundo o coordenador médico da CBF, Jorge Pagura, antes de os torneios nacionais começarem, foram aplicados 1,3 mil exames, com 74 resultados positivos (5,69%). Já nos dias que antecederam a terceira rodada, os quase 1,5 mil testes registraram 16 contaminações para o vírus (cerca de 1%). Clubes como o CSA, na Série B, e o Imperatriz, na Série C, tiveram partidas adiadas devido a casos acumulados no elenco. Os alagoanos chegaram a ter 20 atletas afastados com covid-19. Os maranhenses, 14.


(foto: César Greco/Palmeiras)

Pela 12ª rodada do Brasileirão (27/09), a equipe do Flamengo enfrentou o Palmeiras após uma verdadeira batalha Judicial. A equipe rubro-negra teve 41 casos confirmados de Covid-19, entre seus jogadores, comissão técnica e diretoria. Tentou por todas as vias cancelar a partida. O caso foi parar no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que autorizou a partida cassando a liminar do Tribunal Regional do Trabalho do RJ (TRT-RJ) que determinou o adiamento do jogo em razão do surto de Covid-19.


Para tentar evitar que surtos de Covid-19 aconteçam a Diretriz Técnica Operacional traz algumas medidas que merecem destaque:

- O cumprimento tradicional entre os atletas não deverá ocorrer; 
-Todos os integrantes do banco de reservas, exceto suplentes quando em aquecimento e o Treinador, deverão usar máscaras (com ou sem face shields);
- Todos os atletas deverão utilizar recipientes individuais para hidratação durante todo período em campo e nos vestiários, sendo proibido o compartilhamento dos mesmos;
- Quando sentados, a distância entre os atletas deverá ser de no mínimo 1 (um) metro;
- Recomendação de que a comemoração dos gols seja individual e sem contato entre os atletas;
- Fica proibida a troca de camisa entre atletas. 

A inobservância ou descumprimento desta Diretriz sujeitará o infrator às penalidades administrativas de advertência ou multa pecuniária, previstas no art. 53 do RGC. Tais penalidades serão aplicadas pela CBF independentemente das sanções que venham a ser impostas pela Justiça Desportiva, com base no CBJD.


O Código Brasileiro de Justiça Desportiva contempla no artigo 191, incisos I e II esses casos de descumprimento de protocolo de saúde contra o Covid-19.

O CBJD em seu art.191, I e II fala sobre deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento de: resolução, determinação, requisição ou qualquer ato normativo ou administrativo do CNE ou de entidade de administração do desporto a que estiver filiado ou vinculado; além do regulamento, geral ou especial, de competição. A pena prevista é de multa que pode variar entre R$ 100 e R$ 100 mil.


A Procuradoria do STJD recebeu inúmeras notícias de infrações por descumprimento das normas e diretrizes de segurança para evitar a contaminação do Covid-19. Os relatos mais recorrentes são:


- Troca de camisas – art. 9, item D41 relatos
- Aglomerações no momento de comemoração de gol- art.9, item A ;
- Não utilização de máscara- art.7, item B;
- Utilização da máscara de forma irregular- art.7 º, item B;
- Desrespeito ao distanciamento mínimo – art.7º, item D;
- Deixar de cumprir determinações de preservação do gramado- ofício 1754/20.

As infrações apontadas pela CBF

  1. Bahia x Flamengo (02/09) – Bahia: troca de camisas entre atletas após o fim do jogo. Contrariando o que determina o artigo 9, ítem D.

  2. Bahia x Flamengo (02/09) – Flamengo: troca de camisas entre atletas e após o fim da partida o elenco do Flamengo realizou atividades e não observou as orientações contidas no Ofício DCO 1754/2020, quanto à preservação do campo de jogo.

  3. Palmeiras x Internacional (02/09) – Palmeiras: troca de camisas entre atletas.

  4. Goiás x Corinthians (02/09) - Os atletas suplentes do Goiás EC não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente, mesmo após diversas abordagens, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.

  5. Grêmio x Sport (03/09) - os atletas suplentes do Grêmio não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente e não respeitaram o distanciamento mínimo, mesmo após diversas abordagens, contrariando o que determina o art. 7, itens B e D, da Diretriz Técnica Operacional.

  6. Vitória x Cuiabá (05/09) - os atletas suplentes do Cuiabá não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente, mesmo após diversas abordagens, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.

  7. Flamengo x Fortaleza (05/09) - os atletas Suplentes da equipe do Flamengo não respeitaram o distanciamento mínimo, mesmo após diversas abordagens. Após o final da partida, os atletas da equipe do Flamengo promoveram trocas de camisas, contrariando o que determina o arts. 7, item D e 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional, respectivamente.

  8. Coritiba x Atlético Mineiro (06/09) - os atletas suplentes do Coritiba não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente, mesmo após diversas abordagens, inclusive o auxiliar técnico do clube, Sr Luiz Fernando Iubel, ofendeu o Coordenador da partida com “vai tomar no c..”, após ser solicitado que usasse o equipamento de forma correta. Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o arts. 7, item B e 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional, respectivamente.

  9. Coritiba x Atlético/MG (06/09) – Atlético Mineiro: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  10. Vasco x Athletico (06/09) – Vasco: após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  11. São Paulo x Fluminense (06/09) - os atletas suplentes da equipe não respeitaram o distanciamento mínimo, mesmo após diversas abordagens. O Sr. Wagner Bertelli, preparador físico do São Paulo, recusou-se a cumprir as determinações de preservação do gramado, contidas no ofício 1754/2020, acerca de atividades no gramado durante o intervalo. Ao ser informado antes da partida, proferiu as seguintes palavras: "Eu que vou estar lá, vai lá me tirar". Quando da realização da atividade, foi abordado pelo coordenador e pela delegada da partida, respondendo de forma grosseira e desafiadora: "Faça o que você quiser, pode relatar", e não interrompeu a atividade.

  12. Sport x Goiás (06/09) - o Sport, recusou-se a cumprir as determinações de preservação do gramado, contidas no ofício 1754/2020, acerca de atividades no gramado durante o intervalo.

  13. Athletico x Botafogo (09/09) - Athletico: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  14. Santos x Atlético Mineiro (09/09) - o Santos, recusou-se a cumprir as determinações de preservação do gramado, contidas no ofício 1754/2020, acerca de atividades no gramado durante o intervalo. Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  15. Santos x Atlético/MG (09/09) – Atlético Mineiro: após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  16. São Paulo x Bragantino (09/09) - os atletas suplentes do SPFC não utilizaram as máscaras de proteção facial adequadamente, mesmo após diversas abordagens, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional. O São Paulo, recusou-se a cumprir as determinações de preservação do gramado, contidas no ofício 1754/2020, acerca de atividades no gramado durante o intervalo.

  17. Fluminense x Flamengo (09/09) – Fluminense: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  18. Bahia x Grêmio (09/09) – Bahia: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  19. Bahia x Grêmio (09/09) – Grêmio: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  20. Internacional x Ceará (10/09) – Internacional:Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  21. Internacional x Ceará (10/09) – Ceará: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  22. Goiás x Coritiba – (13/09) - Sr. Luiz Fernando Lubel (Coritiba) foi advertido por vezes acerca da utilização da máscara, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.

  23. Botafogo x Vasco – (13/09) - o Sr. Thiago Kosloski (Vasco) foi advertido por vezes acerca da utilização da máscara, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.

  24. Palmeiras x Sport – (13/09) – Palmeiras: Após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  25. Palmeiras x Sport – (13/09) – Sport: após o final da partida, os atletas das duas equipes trocaram camisas, contrariando o que determina o art. 9, item D, da Diretriz Técnica Operacional.

  26. Cruzeiro x Vitória – (14/09) - o Sr. Vitor Eudes (Cruzeiro) foi advertido por vezes acerca da utilização da máscara, contrariando o que determina o art. 7, item B, da Diretriz Técnica Operacional.

É preciso lembrar que protocolo de saúde da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para realização dos campeonatos nacionais, em meio à pandemia do novo Coronavírus, deverá sofrer novas alterações com o desenrolar das competições.

Posts recentes

Ver tudo

Seja nosso parceiro!

E-mail: futebolporelas@hotmail.com

  • Facebook - Black Circle
  • Twitter - Black Circle
  • YouTube - Black Circle
  • Instagram - Black Circle