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Arquibancadas em silêncio: “novo normal” do futebol

A volta do Brasileirão na pandemia terá gosto amargo para os apaixonados pelas arquibancadas. Isto porque, até o momento, todas as partidas terão portões fechados, ou seja, irão seguir as recomendações dos orgãos de saúde para conter o avanço do coronavírus no país.


Com isso, o esporte ganhou outro rosto. Agora a realidade é outra. Apesar de fogos, som gravados e bandeiras, falta o “calor humano”. Há somente um ruidoso silêncio no lugar dos cantos que não só embalavam a torcida presente nas arquibancadas e/ou em casa, como também dava estímulos para os jogadores em campo.


O atual momento transformou a experiência ao vivo e também diante da televisão. É diferente ouvir do sofá, em alto e bom som, as vozes de jogadores e treinadores e ver bonecos de papelões, com rostos, paralisados, nos assentos.


Só para exemplificar, segundo o GE, o Campeonato Brasileiro 2019 teve a segunda maior média de público da história - atrás apenas da edição de 1983. Ao todo foram comercializados mais de 8 milhões de ingressos nas 380 partidas do torneio, que alcançaram uma média de 21.237 pagantes.


Assim, foi a primeira vez no século que a competição superou a média de público de 20 mil pagantes por jogo. Esses números deixaram a disputa do ano passado atrás apenas da edição de 1983, a saber também vencida pelo Flamengo, que teve média de público de 22.953 torcedores por jogo. Ainda que na época a capacidade dos estádios era menor do que a atual.


(foto: Aurélio Alves/O POVO)

A impossibilidade de ir aos estádios afeta o emocional dos torcedores. Sim. Marcar com os amigos e família, aglomerar nas esplanadas, ansiedade para conseguir o ingresso e, claro, arrepiar nar arquibancadas. Mas, afeta, principalmente, o rendimento dos atletas. Pela conclusão lógica, assistindo embates depois da retomada, é que se não há ninguém para aplaudir o jogador tende a se retrair, diblar menos, jogar em ritmo de treino.

É provavél que os torcedores voltem aos estádios somente em 2021. Então, enquanto isso tudo não passa seguimos apoiando, mesmo a distância, o time do coração. Já as equipes terão que aprender a disputar o principal campeonato nacional, sem deixar o nível de rivalidade e atuações, sem um elemento essencial: o torcedor.

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