• Márcia Becker

Campeonato Catarinense: um estadual que parece estar longe do fim

Tira casaco, bota casaco: Depois de muito imbróglios, o Campeonato Catarinense retornou na última quarta-feira (29), com as partidas de volta das quartas de final. A volta só foi possível por conta das adaptações nos protocolos de saúde e a insistência da Federação Catarinense de Futebol (FCF) em terminar o estadual dentro de campo.


(foto: divulgação)

Entre as exigências da retomada está a realização e obrigatoriedade dos clubes em adotar as testagens pelo RT-PCT, exame que identifica de forma mais precisa a presença ou não do vírus. Todos precisaram se readaptar e a medida tem funcionado melhor do que anteriormente, quando era exigido apenas o teste rápido.


No entanto, o estadual ainda pode demorar para acabar. Isso porque além do jogo de volta das semifinais, que acontece nesta quarta-feira (5), ainda faltam duas datas para a realização das finais. E no fim de semana, os times catarinenses têm jogos pela Série B. A CBF tem buscado flexibilizar as datas, mas nesse caso, fica inviável.


Segundo Rubens Angelotti, presidente da FCF, em entrevista para a CBN Diário, sem datas disponíveis, as finais do estadual poderão acontecer somente no mês de setembro ou outubro.


O retorno

No retorno, há uma semana atrás, seis times ainda estavam na disputa: Avaí, Brusque, Chapecoense, Criciúma, Figueirense, Juventus e Marcílio Dias. Destes, apenas quatro continuam na disputa pelo estadual, que são Brusque, Chapecoense, Criciúma e Juventus.


Gostaríamos de dizer que o retorno do estadual aconteceu em uma situação mais amena, mas ainda não podemos falar somente da bola rolando. Infelizmente os números em Santa Catarina continuam subindo, hoje o estado é um dos que mais registram aumento no número de casos e de mortes. Mas, podemos dizer que a volta trouxe mais uma opção de entretenimento para as pessoas ficarem em casa e respeitarem o isolamento social.


O futebol. Esse esporte magnífico que encanta povos de todas as classes e religiões, não podia deixar de nos mostrar mais uma vez o quanto é imprevisível e nos proporciona momentos marcantes. E isso aconteceu logo no retorno do estadual… Com classificações heróicas, improváveis e surpreendentes.


Então, vamos falar de coisa boa, ou pelo tentar, né? Afinal, apesar de toda situação crítica em que vivemos, o esporte pode ser um ponto de refúgio ou uma forma de fugir da realidade que tanto nos assusta…


Já de início, podemos destacar a eliminação precoce do Avaí. O time fez um dos maiores investimentos no início do ano, trocou de treinador antes da pandemia começar e fez contrações de se encher os olhos, como a do volante Ralf, ex-Corinthians. O favoritismo demorou a se confirmar, mas conseguiu terminar a primeira fase em primeiro lugar.


Com a vantagem de decidir na Ressacada, o Leão da Ilha brigou e exigiu jogar em casa para continuar o estadual e, conseguiu. Mas dentro de campo, não justificou o investimento e foi eliminado pela Chapecoense, time que se classificou em 8º na primeira fase e nem de perto apresentou um futebol de encher os olhos, mas no fim das contas foi suficiente para desbancar o favorito ao título.


Na outra disputa, estavam Figueirense e Juventus, um confronto que colocou a frente duas realidades diferentes, um esteve presente nas fases finais nos últimos cinco anos, já o outro retornou para a primeira divisão apenas neste ano. Mas no fim das contas, o futebol mostrou novamente porque é tão incrível…O Moleque Travesso não tomou conhecimento sobre a superioridade do Alvinegro e não só venceu como goleou o time treinado por Márcio Coelho. Uma vitória maiúscula para ninguém colocar defeitos.


No confronto entre Marcílio Dias e Criciúma, a palavra foi equilibrio. Duas equipes que brigaram até o fim para a classificação. No jogo de ida, empate. Já na volta, muita emoção e um teste para os cardíacos. Com direito a pênalti e gols inacreditáveis perdidos. Mas no final dos 180 minutos, quem acabou levando a melhor foi o Tigre, que voltou a se classificar para as fases finais depois de muito tempo.


E por fim, mas não menos importante, Brusque e Joinville, brigavam pela última vaga. O time do Vale, confirmou o favoritismo e o porque nos últimos anos tem sido uma sensação entre os times catarinenses. Por sua vez, o JEC até tentou, mas não teve forças suficiente para segurar o bem treinado time de Jersinho Testoni. Vitória do Vale na ida e na volta, e classificação.


Com as semifinais definidas, clássico de um lado e um confronto inédito do outro. A Chapecoense enfrenta o Criciúma, e o Brusque o Juventus.


Semifinais

Na partida de ida que aconteceu no último domingo (2), em Jaraguá do Sul, o Brusque saiu na frente em uma partida eletrizante, com cinco gols - 3 a 2 para o time visitante. Agora basta um empate para chegar a final. No outro duelo, a Chapecoense bateu o Criciúma por 1 a 0, na Arena Condá, e também tem a vantagem do empate.


Já na luta contra o rebaixamento, Tubarão e Concórdia disputam a permanência no estadual. Com problemas financeiros, dispensa de jogadores e na base da superação, as duas equipes se enfrentaram no último sábado (1º). Quem saiu na frente nesse duelo, foi o Galo do Oeste, que venceu por 2 a 0.


Com muitas indefinições, o Campeonato Catarinense define seus finalistas nesta quarta-feira (5), mas sem saber quando terá o herdeiro do troféu de campeão de 2020.


E de novo... tira casaco, bota casaco!


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