• Taísi Sorrini

Canal criado por torcidas LGBTQI+ denuncia atos preconceituosos no futebol

O Canarinhos Arco-íris, coletivo que combate a LGBTfobia no futebol brasileiro,

lançou um observatório nacional de contenção e denúncia de atos preconceituosos

dentro da modalidade no país.


No final de 2019, torcedores LGBTQI+ de diversos clubes brasileiros se uniram na criação do Coletivo Nacional de Torcidas LGBTQI+ Canarinhos Arco-íris. A motivação para geração do Movimento se deu, principalmente, na busca por mais visibilidade e respeito desses torcedores nas arquibancadas dos estádios do país.


Fonte: Divulgação

O impulso para fortalecer o Coletivo ocorreu a partir dos protestos pró-democracia que tomaram as ruas do país nos últimos meses contra algumas ações do governo federal. Esses atos contaram com o engajamento ativo de torcidas antifascistas, incluindo as LGBTQI+, que levantaram a bandeira da luta enérgica contra as intolerâncias.


A inserção dos grupos LGBTQI+ pelas torcidas antifascistas, bem como as suas reivindicações, permitiu uma enorme adesão de integrantes ao Movimento. Sendo que, atualmente, o Coletivo Nacional de Torcidas LGBTQI+ Canarinhos Arco-íris abrange 14 grupos de torcidas de diferentes times brasileiros.


As exigências do Movimento são, sobretudo, o fortalecimento das torcidas LGBTQI+ nos estádios do país, o aumento da atuação no dia a dia dos clubes e, essencialmente, o combate aos discursos homofóbicos no futebol (afinal, quem nunca ouviu os altos gritos de “bichaaa” dominarem o espaço ao goleiro adversário bater o tiro de meta?!).


Também foram propostas a criação de campanhas contra a LGBTfobia durante os campeonatos de futebol profissional, bem como a geração de um aplicativo de denúncia de ocorrências de intolerâncias dentro dos estádios.


Todas essas solicitações foram, inclusive, encaminhadas aos clubes da série A, B e C, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Procuradoria-Geral da República (PGR), ao Ministério de Justiça e Segurança Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD), no início desse ano.


Porém, enquanto essas organizações se articulam para combater os casos de preconceito e fortalecer a presença desses torcedores nos estádios, o Canarinhos Arco-íris lançou o Observatório Nacional da LGBTfobia, no fim do mês de Agosto.


A proposta da plataforma é atuar como uma ouvidoria para os torcedores LGBTQI+ que sofrerem discriminações no âmbito do futebol, incluindo o período de quarentena, onde muitas das agressões são realizadas virtualmente.


Todas as informações recolhidas pela plataforma serão compiladas, analisadas e encaminhadas às autoridades competentes; que tomarão as ações cabíveis para possíveis punições aos agressores.

Fonte: Instagram Oficial - Canarinhos Arco-íris

O lançamento da Ouvidoria se deu virtualmente, por meio de uma live entre os integrantes do Coletivo. E mesmo em clima de comemoração, os membros sofreram ataques de hackers. Mas, apesar do ocorrido, os torcedores comemoraram essa grande vitória da classe no futebol nacional. Afinal, o futebol para todxs!

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