• Stephany Locatelli

Carta aberta ao Santos Futebol Clube

Atualizado: Jul 24

Antes de tudo: obrigada! Acho importante deixar claro desde o início a minha gratidão. Não me lembro ao certo qual foi o primeiro jogo que assisti e muito menos em qual momento esse sentimento deixou de ser apenas uma brincadeira de criança e passou a ser verdadeiramente paixão. Mas, o importante é que aconteceu.



Galeria Santista

Em todos esses anos aprendi muito, lições importantes com práticas boas e ruins também. Aprendi não apenas com o presente, mas com o passado. Não só eu, mas todos que te amam (e não amam). Em 56, quando o destino levou um menino franzino para a Vila Belmiro aprendemos sobre transformação. Soubemos, depois, que o futebol a partir dali nunca mais foi o mesmo.


Anos mais tarde, aprendemos sobre acreditar. Quando naquele mês de dezembro de 95 a história se preparava para surpreender quem nunca desistiu. Se por descuido levamos 4 a 1, no calor da nossa torcida mostramos que somos gigantes e com um 5 a 2, onde Giovanni protagonizou o drama, avançamos à final daquele brasileiro. Onde outra lição foi aplicada: frustração. Vimos ser tirado de nós a conquista de mais um título brasileiro.


Brasileiro esse que viria depois, numa época de ressurreição. Onde um time jovem e desacreditado desafiou gigantes, calou a muitos e ergueu a taça de campeão depois de longos 18 anos de espera.


Nove anos depois, talvez dos momentos citados o que mais me encanta por ter vivenciado. O tri da Libertadores. A esperança de mais um menino da Vila surgiu e dos seus pés vieram os momentos mais decisivos daquela competição. Um título marcado não só por ele, mas também pela frase inesquecível do goleiro Raphael ao torcedor: "Olha nos meus olhos, nós vamos classificar!" E sim, classificamos! Fomos mais longe, conquistamos a América!


Necessário lembrar-se de momentos sufocantes, onde tudo parecia perdido e quando já quase nada podia ser feito... Ali estava o equatoriano Quiñonez que com um chute totalmente torto e um desvio no adversário rendeu ao torcedor a permanência na Série A. O jogo desse 16 de novembro de 2008, para muitos o mais importante da nossa história, fez permanecer viva a chama de nunca ter sido rebaixado.


O que seria de nós também sem as graças do sofrimento? Aquela Libertadores perdida para o Boca em 2003, o Mundial lamentável para o Barcelona em 2011, a Copa do Brasil em 2015, a Libertadores em 2018... Momentos que daríamos tudo para reviver e fazer diferente. Entretanto, que nos mostrou que apesar dos pesares ainda assim podemos sorrir. Que vencer nem sempre é o mais importante.


Por fim, que sorte a nossa que naquela tarde de domingo, em 14 de abril de 1912, três esportistas não conformaram-se com a ausência de um clube para representar a cidade de Santos. Que sorte a minha o amor por você ter passado de geração em geração. Você, sem qualquer dúvida, é o motivo de eu amar tanto o futebol.


Nesta terça-feira (14), você completa 108 anos de história. 108 anos escrevendo a história do futebol mundial. Serão 108 anos de Santos, 19 anos sendo santista e alguns bons anos vivendo esse amor. Parabéns, meu alvinegro!


Com amor, sua torcedora

que está contigo onde e como estiver.

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