• Mariele Gasparin

Como uma má gestão pode afetar a história de um clube de futebol

Atualizado: Jan 16

Um dos maiores medos de qualquer clube brasileiro é o temido rebaixamento. “Time grande não cai”, dizem alguns. A verdade é que todos correm esse risco, se não em campo, em situações administrativas. Primeiramente, é importante saber como é eleito o presidente de um clube de futebol no Brasil: as eleições são de modelo associativo, isso é, um presidente é eleito e tem seu mandato (em anos) de acordo com a política do clube. Por consequência deste modelo, muitos acabam tendo problemas nas mãos de pessoas que estão à sua frente e só pensam no seu mandato, e não no clube em si.


O exemplo mais recente é o Cruzeiro. Nos últimos anos conquistou duas vezes o Campeonato Brasileiro (2013 e 2014) e duas vezes a Copa do Brasil (2017 e 2018). Depois de um ciclo muito vitorioso, o clube teve uma crise política nos bastidores, problemas financeiros e troca de treinadores que resultaram na Série B 2020. A má gestão que causou o rebaixamento também fez com que a equipe começasse a competição com seis pontos negativos, resultado do não cumprimento da ordem de pagamento de 850 mil euros pelo empréstimo do volante Denilson.


foto: luverdense/assessoria

Outro caso de má gestão é o Luverdense, um time com grandes conquistas e um futuro promissor e que já foi até considerado um modelo no quesito administração. O problema começou quando Helmute Lawisch, um dos fundadores do clube, foi para a Federação Mato-grossense de Futebol e depois retornou. Os problemas financeiros e de gestão vieram e o resultado foi rebaixamento da Série B para a Série C e a desistência da série D em 2020 por questões financeiras.

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