• Bianca Lodi

Das dificuldades ao sonho de ser jogador, Copinha é a porta de entrada?

Atualizado: 24 de Jul de 2020

Que garoto nunca teve o sonho de ser jogador de futebol, jogar na Seleção Brasileira ou em algum clube europeu? Milhares de crianças e jovens vão em busca dessa realização e muitos veem a Copinha como porta de entrada. Felipe, Isaque e Marcos, contam as dificuldades enfrentadas ao longo de suas jornadas para alcançar o desejo de se tornar profissional.


Felipe Micael, atacante Mirassol

O artilheiro da Copinha 2020, Felipe Micael Tenório Menezes, 18 anos, nascido em Catanduva, São Paulo, despertou o interesse pelo futebol desde pequeno quando jogava bola em um campinho perto de onde morava, mas conseguiu começar a fazer escolinha só aos 9 anos. Ao longo de sua trajetória enfrentou muitas dificuldades pelo sonho de ser jogador. “Fiquei longe de casa muitas vezes para jogar e minha mãe estava ficando doente por conta disso. Essa situação me deixava triste, pois eles pediam pra eu voltar pra casa e não voltei para continuar em busca do meu sonho”.


A questão financeira é outro fator que muitas vezes impede garotos de realizarem seus sonhos no mundo da bola. “Joguei em muitos clubes sem receber nada. Meus pais mandavam dinheiro todo mês, e eu comia bolacha e salgado para ir para o treino. Gastava em média 700 reais para sobreviver, mas nada disso me fez desistir do futebol”, conta Felipe.


Com o sonho de jogar na seleção brasileira e Europa, o atacante Felipe, com passagem pelo Rio Preto, Oeste, Noroeste e Catuense da Bahia, joga há 2 anos pelo Mirassol, e antes de ir para fora pretende primeiro fazer história no clube. E está fazendo. Em 2019, foi artilheiro do Paulistão sub-20 e atualmente é destaque na Copa São Paulo Júnior, concorrendo a chuteira de ouro com 10 gols em 6 partidas. “Já passei por muitas dificuldades no futebol e tudo que passei foi para me fortalecer, trabalhei muito para chegar onde estou e vou em busca dessa chuteira de ouro”.


Para Micael, a Copinha é uma grande porta para os jovens que sonham jogar em time grande, e até mesmo no profissional. “É uma oportunidade de mostrar nosso futebol e ser visto pelo mundo todo”, relata.


Já Isaque Aparecido da Silva, de 18 anos, foi um dos 4 atletas da base do Juventus a ganhar espaço no time profissional. O lateral direito, volante e zagueiro, acaba de disputar a Copa São Paulo Júnior e iniciou o ano com pé direito com a contratação. “A Copinha influenciou muito na minha subida para o profissional, mas não foi só isso, fizemos muitos amistosos contra o profissional e isso ajudou muito”, conta.


Com o sonho de ser campeão do mundo e jogar na seleção brasileira, Isaque, começou a jogar com 8 anos de idade, e foi através do irmão Igor que surgiu o interesse. Os obstáculos também fizeram parte da história dele e foi graças à tia que conseguiu continuar em busca do seu sonho. “No começo passei muita dificuldade, principalmente financeira, antigamente eu queria entrar em uma escolinha e meus pais não tinham condições e quem me ajudou foi minha tia do nordeste. Hoje graças a Deus tudo está mudando,” relata Isaque.


Marcos Marciliel Gonçalves, 19 anos, lateral direito do Clube Atlético Taboão (CATS), vê a Copinha como uma grande porta para alcançar o sonho de vestir a camisa de algum clube grande da Europa ou atuar na Seleção Brasileira. Com passagem por 4 clubes, Marcos, chegou a enfrentar 5 horas de viagem por dia para poder treinar e jogar pelo São Bento.


Em comum, todos vislumbram um dia se tornar um jogador profissional, jogar na seleção ou em um time europeu. São vários talentos que mudam de cidade, estado e viajam dias e semanas para manter vivo o sonho de lá na frente alcançar uma vida melhor. Mas nem todos têm a sorte de realizar esse sonho, e no dia seguinte a realidade irreal de lutar pelo futebol volta novamente. Apesar de toda dificuldade, muitos garotos enfrentam inúmeras peneiras para conseguir uma vaga num time qualquer que disputará a Copa São Paulo de Futebol Júnior. Pois para eles, a grande esperança está na oportunidade que esse torneio costuma proporcionar para esses jovens.


Para esse sonho se tornar realidade, muitas dificuldades são enfrentadas por esses jogadores e familiares. Distância e dinheiro são os pilares dos obstáculos. Da base para o profissional e o mundo, o caminho é árduo, mas com persistência se alcança. E para alguns a esperança está na Copinha, nos empresários ou no desempenho da bola.

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