• Eduarda Porfírio

Dezembro de 2006: o ano que o mundo foi pintado de vermelho e branco

Atualizado: 24 de Jul de 2020

Há 13 anos o Internacional conquistava o Mundial de Clubes após uma vitória de 1 a 0 encima do poderoso Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Um dia histórico para os o clube e para todos os torcedores colorados.


No dia 17 de dezembro de 2006, Porto Alegre amanheceu ensolarada e cheia de esperança para os colorados, que logo cedo se aglomeraram no Parque Moinhos de Vento - o Parcão, para acompanharem a final do Mundial.


Já no Japão, o Inter chegava desacreditado para a decisão. Já que a outra equipe era o Barcelona, que naquela época estava nos seus primeiros anos de hegemonia. Nos jogos que levaram ambas as equipes à final, o Colorado teve imensas dificuldades para vencer o desconhecido Al Ahly, e só foi marcar o gol da vitória por 2 a 1 perto do final do jogo.


O Barça aplicou 4 a 0 em ritmo de treino no América do México. “Vamos jogar o suficiente para vencer o Inter”. Essa era a afirmação de alguns jogadores da equipe catalã. Era nítido que os espanhóis estavam mais tranquilos do que deveriam. Na entrada em campo, somente o menino Alexandre Pato sorriu e trocou algumas palavras com o ídolo Ronaldinho Gaúcho, a quem até então só conhecia por videogame. Todos os demais jogadores estavam sérios.


Hora da guerra e de virar internacional

O início do jogo foi apreensão total. De um lado os brasileiros marcavam com afinco cada milímetro do campo, e aparentavam um justificado nervosismo. Do outro, o favoritíssimo Barcelona, que começava a demonstrar impaciência ao não conseguir encontrar os espaços que normalmente encontrava. Pouco foram as chances de gol. O Barcelona assustou em uma falta de Ronaldinho, cobrada por baixo e em uma pancada de Van Bronckhorst espalmada por Clemer, e o Inter pouco se aventurou. A estratégia de Abel Braga estava cristalina com o desenrolar do primeiro tempo, que era marcar.


Mudanças que fizeram efeito e trouxeram o título

No segundo tempo, com o volante Vargas no lugar de Alex, o Inter ganhou ainda mais força no meio de campo e começou a incomodar mais vezes dentro da área do rival. Próximo aos 20 minutos, o ídolo e capitão Fernandão acusou câimbras e teve que ser substituído por Adriano Gabiru, que esteve perto de deixar o clube durante a temporada, já que não agradava a torcida.


Aos 36, Índio , de nariz quebrado, rifou uma bola da defesa ao meio campo. Após desvio no meio do caminho, Luiz Adriano escorou para Iarley, que deixou Puyol a ver navios. Em um lance de rara inteligência, o atacante esperou o tempo correto para servir Adriano Gabiru, o contestado, o odiado, que teve o trabalho de desviar de Victor Váldes. Naquele momento, a torcida só precisou esperar alguns minutos para soltar o grito de campeão do mundo, e cravar a sua bandeira vermelha no topo do mundo.

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