• Anna Virginia

Dia de clássico

Clássico é clássico. Frase curta que diz muito: clássico é o que é e ponto. Sem maiores explicações, sem melhores definições. Mas quase sempre com muita história para contar.


Se você gosta de futebol, provavelmente já passou por um dia de clássico em que quase não conseguiu dormir antes do jogo. Também certamente já passou por situações em que não conseguiu cair no sono após a partida, seja por ter tido uma vitória espetacular ou por ter vivenciado uma derrota vergonhosa.


Em dia de clássico é quase tradição acordar tenso, dormir pensando nas possibilidades, falar com aquele amigo-rival que sempre lembra de você nas derrotas (em tempos de pandemia, ficamos restritos às mensagens e vídeo-chamadas). No último domingo (11), em Minas Gerais, foi dia de clássico. Foi atípico como tudo está sendo desde 2020, mas foi indiscutivelmente histórico: foi o “Clássico do Centenário”.


Foto: Pedro Souza/Atlético Mineiro

Cem anos de Cruzeiro e Atlético. Cem anos de muitas histórias, lágrimas, vibrações e emoções. Parte delas, somam-se a minha vida nesta jornada maluca que é amar um clube de futebol. Clássico do “gol de costas” de Vanderlei sobre Fábio na goleada atleticana em 2007; clássico da bi goleada cruzeirense nas finais do Estadual em 2008 e 2009; clássico do inesquecível 6 a 1 aplicado pelo Cruzeiro na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011, salvando a equipe celeste do rebaixamento; clássico da conquista atleticana na final da Copa do Brasil de 2014, com vitória nos jogos de ida e volta; e clássico de muitas outras histórias que ainda serão escritas.


Passamos mais uma página com a improvável vitória cruzeirense. Clássico é clássico e vice-versa, é o que dizem. E isso diz muito!

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