• Alessandra Formagini

Futsal: o bom e velho radinho de pilha

Não precisa de wi-fi ou que você ligue os dados móveis do celular. Na verdade, não precisa nem de energia elétrica. O rádio é velho companheiro de quem gosta de esporte e, pelas ondas do ar, transmite todas as emoções - em tempo real - de uma partida. Da arquibancada, de casa ou de qualquer lugar que o torcedor esteja.


No futsal não é diferente. Ao percorrer pelo interior do Rio Grande do Sul nestes últimos anos, vi o rádio sempre presente: no ouvido do torcedor e na cabine de imprensa. Do jogo quase sem público da terceira divisão à final da elite: é o meio de comunicação mais participativo da modalidade. E, com essa magnitude, acende a paixão da comunidade onde está inserido e dá voz aos times que buscam seu lugar ao sol.


Foto: Divulgação/Internet

Com o boom da internet, a poucos anos atrás, o que pensaríamos ser o fim do antigo rádio, foi sua reinvenção. Conectou times e torcidas, inovou nas transmissões, foi para a rede, inseriu imagem, legenda e, praticamente, criou uma estrutura de televisão. Não morreu. Ao contrário, renasceu.


Mas por que, mesmo assim, o rádio não é tão valorizado? Não é difícil também ver a má remuneração dos envolvidos e, até mesmo, as más condições de estrutura e transmissão. Com tantas dificuldades, está onde nenhum meio está.


Vou dar um exemplo em números: dos 13 jogos já realizados na Liga Gaúcha 1 este ano, a responsável pelas transmissões televisionadas, TVN Sports, realizou a transmissão apenas de dois. O rádio esteve presente em todos.


Não estou demonizando a televisão. Nem ignorando o poder da internet ou das redes sociais. Mas o que falta para muitas empresas, times e envolvidos na modalidade entenderem a importância do rádio?


Quem ajudou a plantar, precisa estar presente nas colheitas.

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