• Alícia Soares

Jogos Emblemáticos: Holanda massacra a Espanha e provoca sua queda

Atualizado: Jul 24

Após ser tri-vice em 2010, a Holanda se vinga da La Roja em sua estreia na

Copa do Mundo de 2014

A Copa do Mundo de 2014 no Brasil rendeu muitas surpresas. Além do fatídico 7 a 1 que ninguém gosta de lembrar, também houve outra goleada histórica, entre Espanha e Holanda: a Laranja Mecânica se deu melhor e goleou a La Roja por 5 a 1 em Salvador na Arena Fonte Nova. Era algo que ninguém imaginaria, afinal, a Espanha era a atual campeã mundial exatamente em cima da mesma Holanda. Era a detentora dos dois últimos títulos de Eurocopa também. O tiki taka já tinha alcançado seu ápice. Porém, assim como uma boa parábola, há de se ter seu momento de decadência. E foi exatamente naquele 13 de junho de 2014. Havia poucas alterações na Espanha. Daquela La Roja campeã mundial, Carles Puyol e Joan Capdevila deram espaço para César Azpilicueta e Jordi Alba; David Silva e Diego Costa substituíram David Villa e Pedro Rodriguez. Vicente del Bosque permanecia como técnico da seleção espanhola. Nos Países Baixos, o técnico Bert van Marwijk deu seu lugar a Louis Van Gaal e daquele XI de 2010, apenas permaneceram intactos os meias Arjen Robben e Wesley Sneijder e o atacante Robin Van Persie. A falta de gols naquele 2010 fez com que a partida fosse levada para a prorrogação, e o gol de Andrés Iniesta saiu apenas aos 11 minutos do segundo tempo extra. Já em 2014 nem precisaria disso após a quantidade de gols feitos pela Laranja Mecânica. Foi uma redenção laranja.

Ainda com tudo, sempre acusaram Louis van Gaal e seu 5-3-2 serem defensivos demais. Pode ter sido isso talvez que causou o primeiro gol do jogo, Diego Costa sofreu pênalti de De Vrij e Xabi Alonso marcou o que seria o gol de honra da La Roja. O tiki taka era presente durante toda a partida, e isso acoplado ao estilo de jogo holandês dificultou muito a entrada dos espanhóis na área holandesa. Os chutes vinham de longe ou a bola era cruzada para a área, mas tais tentativas não ameaçavam o goleiro Jasper Cilessen. Caso não mudassem a forma de jogar, não chegariam à meta de um jogo de futebol: fazer gol.

E quem não faz, leva. No finalzinho do primeiro tempo, Blind lançou a bola na intermediária sincronizadamente para Robin Van Persie, que deu um peixinho no ar e cabeceou a bola, encobrindo Iker Casillas. Final de primeiro tempo: Espanha 1 a 1 Holanda. No segundo tempo, ao invés de a Espanha mudar o seu estilo de jogo em busca da vitória na estreia, manteve o mesmo ritmo do primeiro tempo, sem imaginar que a Holanda faria de tudo para superá-la. O que fez. Cresceu de tal forma que os espanhóis não conseguiam espaço para participar da partida. Aos oito minutos, Blind lança para Robben que recebeu na esquerda e cortou para o meio, chutando forte de modo que Casillas nem viu a cor da bola. Aos 19 minutos, através de uma cobrança de falta de Sneijder, De Vrij cabeceou em um gol sem goleiro. Espanha 1 a 3 Holanda.

Depois de levar dois gols tão rapidamente, os espanhois já haviam perdido o rumo da partida, além da vontade de jogar. Aos 27 minutos, Casillas domina errado um recuo de bola, Van Persie dá uma de ladrão e marca o quarto gol diante do gol vazio. Para fechar com chave de ouro, após lançamento de Sneijder, Robben parte para a área espanhola com velocidade, e ao chegar cara a cara com Casillas, dá um show de dribles e marca o sexto gol da partida. Robben fez a La Roja de gato e sapato e foi o principal responsável por quebrar os 476 minutos que Casillas não sofria gol em Copas do Mundo. A Holanda tinha tudo pra conquistar o tão esperado título de campeã mundial, mas se contentou apenas com o bronze. Passaram na primeira colocação do grupo B - que tinha Chile, Espanha e Austrália - depois venceram o México e a Costa Rica, caindo para a Argentina na semifinal na disputa de pênaltis.

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