• Anna Virginia

Jogos Emblemáticos: pênalti defendido no último minuto coloca Atlético na semifinal da Libertadores

Atualizado: Jul 24

Máscaras de pânico encheram o Independência no dia 30 de maio de 2013. Com o objetivo de fazer jus à expressão “caiu no horto, tá morto”, torcedores do Clube Atlético Mineiro lotaram o estádio para o jogo de volta das quartas de final da Libertadores de 2013. O adversário era o time mexicano Tijuana, com que o Atlético havia empatado no jogo de ida por 2 a 2.


Os atleticanos de todo o país só tinham em mente uma coisa: apoiar. Quem foi no Independência foi disposto a acreditar até o último minuto e isso foi exatamente o que precisaram fazer. Ainda no primeiro tempo, aos 25 minutos, o primeiro gol da partida coloca em jogo a fé dos atleticanos: Riascos abriu o placar com um golaço. Tijuana 1 x 0 e a vaga na semifinal da Libertadores ficando mais distante.


A chance de fazer história, no entanto, aumentava. Das bolas paradas surgiam as melhores oportunidades para o Atlético. Aos 40 minutos do primeiro tempo, Ronaldinho Gaúcho cobra falta, Réver aparece e marca o gol de empate. Gol que colocava o Atlético Mineiro na semifinal da Libertadores da América.


O que todos os atleticanos queriam era que o jogo acabasse o mais rápido possível. Mas tinha que ser sofrido, é claro. Afinal, tinha que precisar de gritos de “Eu acredito”, de corações saindo pela boca e, sobretudo, precisava ter cara de Atlético Mineiro. No segundo tempo, Victor precisou se agigantar no gol para impedir o segundo gol do Tijuana. Aos 35 minutos da etapa final, o time mexicano manda uma bola no travessão e, para os atleticanos, os minutos pareciam passar muito devagar.


Foto: Reuters

Quando todos os torcedores já se perguntavam “Por que tem que ser tão sofrido, Galo?”, o sofrimento maior ainda estava por vir. Nos acréscimos, Leonardo Silva faz pênalti em Aguilar. Era o último minuto de jogo e o Tijuana tinha a chance de fazer o gol da classificação para a semifinal da Libertadores.


Eu sei que o grito de “eu acredito” saiu alto, forte, confiante. Mas eu tenho quase certeza do filme de terror que passou na cabeça de cada atleticano quando o árbitro apitou aos 47 do segundo tempo. A possibilidade de perder a vaga na semifinal estava muito perto quando Riascos correu em direção a bola.


O sonho atleticano, naquele momento, estava nas mãos de Victor. O goleiro pulou para a direita e levantou o pé esquerdo. O pé que impediu que a bola chutada por Riascos balançasse as redes. O pé que entrou para a história ao colocar o Atlético na semifinal. Dos segundos que levaram até a bola tocar o pé do Victor, quantas possibilidades passaram na sua cabeça, atleticano? Mas ali, naquela Libertadores, a história que estava sendo escrita só podia ter um protagonista: Clube Atlético Mineiro, o campeão de 2013.


Neste sábado (30), quando a partida histórica completa sete anos, o jogo será retransmitido pelo Facebook Watch a partir das 16h.

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