• Vanessa Ritter

Libertadores Feminina: nos pênaltis, Atlético Huila leva a taça à Colômbia em 2018

A Copa Libertadores de Futebol Feminino de 2018 foi a décima edição da competição organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol. Realizada no Brasil, em Manaus, 12 clubes disputaram o torneio de 18 de novembro a 2 de dezembro. Participaram as equipes do Audax, Unión Española, Huila e Peñarol (Grupo A); Colo-Colo, Santos, JC Sport Girls e Deportivo Ita (Grupo B) e UAI-Urquiza, Cerro Porteño, Flor de Patria e Iranduba (Grupo C).


A Arena da Amazônia e o Estádio da Colina receberam 22 jogos: as equipes jogaram entre si na fase de grupos e o líder de cada chave e o melhor segundo colocado avançaram direto às semifinais. A partir de então, os finalistas foram decididos no mata-mata.


Só na primeira fase foram 60 gols. Classificaram-se duas equipes brasileiras, Iranduba e Santos, a chilena Colo-Colo e a colombiana Atlético Huila. Da cidade de Neiva na Colômbia, o Club Deportivo Atlético Huila – futuro campeão – se classificou às semifinais do Grupo A depois de disputar três jogos.


Foto: Divulgação

A primeira fase e vitória fácil

A trajetória de Huila à final começou fácil: 3 a 0 em cima do Peñarol. A equipe foi muito superior e mereceu a vitória. Pressão e força marcaram a partida. Aldana Cometti, Stabille e Vallejos marcaram os gols que garantiram os primeiros três pontos.

Deslize

No segundo jogo da primeira fase, uma pedreira: o atual campeão da competição continental. Com gol marcado ainda no primeiro minuto de jogo, por Camila, Huila viu seu deslize contra o Audax de São Paulo. As duas equipes lutaram pelo domínio da partida com boas chances e oportunidades de gol. Mesmo com uma pressão maior do Atlético no segundo tempo, a equipe não chegou ao empate e saiu derrotada por um simples 1 a 0.

Passaporte à classificação

O carimbo à semifinal veio diante de uma vitória sobre o Unión Española, com o placar de 3 a 1. A pressão foi toda de Huila, até chegar ao primeiro gol com Eliana. Jogando no contra-ataque, o Unión conseguiu o empate com Paola. Mesmo com o placar igualitário o Atlético Huila voltou a dominar a partida, e com destaque às jogadas individuais, ampliou com Yorely e Carolina. Com o resultado, Huila superou o time brasileiro Audax no saldo de gol – 6 contra 5 – e terminou em primeiro na colocação do Grupo A, com seis pontos.


Vez do mata-mata

A semifinal chegou e foi a vez de enfrentar mais uma equipe brasileira: Iranduba da Amazônia e primeira colocada do Grupo C. O time amazonense saiu na frente com Mayara, mas no segundo tempo, a equipe colombiana conseguiu ser efetiva e empatou com Martelli: 1 a 1 nos 90 minutos e a decisão foi aos pênaltis. Atlético Huila converteu as três cobranças. Iranduba perdeu três das quatro. Depois de uma falha no gol de Iranduba no tempo normal, a goleira Soleira, do Atlético Huila, brilhou nas penalidades com duas defesas e ajudou o time colombiano a vencer por 3 a 1. Huila era o primeiro finalista da Libertadores Feminina.


Foto: Tacio Melo Sejel

A final

Atlético Huila chegou à primeira final de Libertadores da história em sua primeira participação no torneio. Para ser mais especial, a disputa foi contra o Santos: favorito e em busca do tri campeonato. Brena – artilheira da competição com quatro gols –, marcou o gol do Santos logo no primeiro minuto do confronto. O Santos vinha de uma campanha invicta, mas não conseguiu garantir a vitória no tempo normal. Gavy Santos igualou o marcador no início do segundo tempo. Tudo igual, 1 a 1, e decisão nos pênaltis mais uma vez ao Huila. O placar terminou 5 a 3 e garantiu o título ao time colombiano. Rodallega, Stabile, Vallejos, Cometti e Rincón fizeram para o Huila. Maurine, Camila e Juliete marcaram para o Santos.

Foto: Mauro Neto/Sejel

O prêmio para o time campeão foi de 50 mil dólares, mais o troféu e 28 medalhas. O vice, Santos, ficou com 35 mil dólares mais 28 medalhas prateadas. O clube local, Iranduba, ganhou das chilenas do Colo-Colo nos pênaltis após empate em 1 a 1 no tempo normal e garantiu o terceiro lugar na Libertadores feminina, levando 20 mil dólares e mais 28 medalhas de bronze.

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