Libertadores Feminina: uma competição que ainda está dando seus primeiros passos

Com um registro de mais de 1 bilhão de espectadores acompanhando a Copa do Mundo que foi realizada na França no ano passado, o futebol feminino ganhou mais visibilidade e espaço. E na Libertadores da América Feminina - que foi realizada meses após o Mundial, não foi diferente. Com uma transmissão exclusiva do streaming Dazan, a competição registrou um aumento na audiência e consolidou ainda mais a maior competiçã sul-americana.


Mas nem sempre essa situação existiu, quando a primeira edição foi realizada em 2009 a busca pelo futebol feminino quase não existia no "país" do futebol e, poucas pessoas, sabem que Cristiane, Marta e Aline foram as responsáveis pelo bicampeonato das Sereias nos anos de 2009 e 2010.


Brasil: a maior sede do torneio

Em 2019, a Libertadores da América Feminina comemorou 10 anos. E o Brasil é a maior sede da competição, realizando os jogos da competição em sete oportunidades (nos anos de 2009 a 2014, e novamente em 2018), atrás do país verde-amarelo vem Uruguai, Colômbia e Paraguai. Neste ano, a 11ª edição será a primeira da história da competição a ser realizada no Chile. Segundo o site oficial da Federação de Futebol do Chile (ANFP), este é um marco no trabalho constante da Federação em busca do desenvolvimento do futebol feminino. Sebastián Moreno, presidente da ANFP, disse que:


”Para o Chile, é um grande orgulho poder receber a Copa Libertadores Feminina. Quando apostamos em sediar a Copa América Feminina, a resposta do público e a subsequente qualificação da Copa do Mundo confirmaram que nossos esforços estão indo na direção certa.”

Timão conquistou o título inédito ao vencer a Ferroviária em 2019 | Foto: Bruno Teixeira/Ag. Corinthians

A competição que estava marcada para acontecer entre os dias 25 de setembro a 11 de outubro, no Chile, foi adiada para 2021 devido a pandemia causada pela Covid-19. De acordo com informações da Conmebol, a nova data para o início da competição ainda não foi confirmada. Além do Corinthians, atuais campeãs da Libertadores, o Brasil será representado pela Ferroviária (atual campeã do Brasileirão Série A1) e também pelo Avaí/Kindermann, 3º colocado do Brasileirão de 2019.


As finais brasileiras que não aconteceram

No ano passado, Ferroviária e Corinthians realizaram a primeira final brasileira na Libertadores. Apesar disto, outros times bateram na trave e acabaram impedindo que uma final verde-amarela acontecesse. Confira:

2018* Iranduba perdeu a semifinal para o campeão Atlético Huila, que ganhou do Santos na final;
2017* Audax/Corinthians foi a única equipe brasileira a disputar essa Libertadores, por ter sido campeã da Copa do Brasil no ano anterior;
2016* dois brasileiros na disputa, e a Ferroviária ficou em 2º do grupo e não avançou para a 2ª fase. Já a Foz Cataratas perdeu nas semifinais para o Sportivo Limpeño, que acabou campeão;
2015* São José e Ferroviária se classificaram para a fase eliminatória como primeiras dos respectivos grupos e se enfrentaram nas semifinais. A Ferroviária venceu o São José, por 1 x 0, e depois foi campeã sobre o Colo-Colo, por 3 x 1;
2014* três times brasileiros participaram da Libertadores, mas apenas o o São José avançou às semifinais e acabou bicampeão sobre o Caracas, da Venezuela, por 5 x 1;
2013* São José e Foz Cataratas disputaram a competição e apenas o São José avançou às semifinais, onde venceu o Colo-Colo nas penalidades e acabou campeão sobre o Formas Íntimas, da Colômbia;
2012* três brasileiros avançaram em primeiro dos respectivos grupos. O Vitória das Tabocas perdeu para o Colo-Colo em uma das semifinais. Na outra, o Foz Cataratas passou nos pênaltis pelo São José, após empate em 1 x 1, e se sagrou campeão campeão;
2011* três equipes brasileiras representaram o país, e aqpenas o Duque de Caxias não avançou à fase mata-mata. Santos e São José, primeiros dos respectivos grupos, se enfrentaram pelas semifinais. O São José venceu por 2 x 1 e depois foi campeão diante do Colo-Colo;
2010* os brasileiros voltaram a ser o único representante na competição. As Sereias da Vila conquistaram o bicampeonato ao eliminarem o Boca Juniors, da Argentina, na semifinal e vencerem o Everton, do Chile, na decisão;
2009* A primeira edição da Libertadores feminina teve apenas o Santos como representante brasileiro — onde conquistou o título inédido.
* Informações retiradas no site Elas no Ataque

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