• Vanessa Ritter

Manu: nome para guardar

Atualizado: Jun 23

O futsal é o primeiro passo – ou chute – de milhões de crianças que sonham em um dia ser jogador de futebol. Muitas têm a oportunidade de ir para o futebol de campo, outras se profissionalizam no futebol de salão, e tantas outras milhares que não dão certo no esporte e continuam praticando para alimentar a paixão.


Assim como o futebol de campo o futsal é de maioria masculina, o que inclui escolinhas frequentadas pela grande maioria pelos meninos. Embora a realidade o futsal feminino ganhou maior visibilidade nos últimos anos, principalmente, por feitos importantes de atletas e clubes brasileiros. Tais exemplos encorajam meninas novas a se permitirem entrar – e permanecer – no futsal. É cada vez mais comum competições femininas, tanto profissionais, como de categorias de base. Muitas meninas também se destacam pela bravura de disputar a bola junto dos garotos. Imagina então, defender o gol deles.


Ficar debaixo das traves e defender seu time é uma tarefa que requer coragem e habilidade. Jogar bem com os pés e tomada de decisão são as principais características da goleira Manoela Ramires, de 10 anos, que escolheu a posição porque acha importante e difícil.


Da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, Manu – como é conhecida nas quadras, começou cedo: aos três anos de idade se aproximou do futsal. Seu maior incentivo foi sua família, por meio da escolinha desportiva Grêmio Ball, coordenada pelo seu pai. Aos cinco anos, a pequena já competia. No meio dos meninos, ela foi uma das meninas de até 13 anos inscritas no campeonato estadual em 2019, em que pela primeira vez, puderam disputar a competição na categoria masculina. A sugestão da inclusão partiu da própria equipe de seu pai.


(foto: Divulgação)

A oportunidade trouxe destaque à Manu, que jogava com o mesmo tratamento que os garotos de sua idade. Tal talento lhe proporcionou em 2019, as conquistas de campeã gaúcha no Sub-9 e Sub-11 feminino, pela Associação Malgi de Esportes de Pelotas (Rio Grande do Sul), com defesa menos vazada, e vice-campeã gaúcha Sub-9 no masculino, pelo Grêmio Ball.


“Meu momento mais feliz em quadra é quando meu time está jogando bem e eu também.”

Sobre o futuro? Manoela pretende continuar no esporte. Manu quer jogar em grandes clubes e na seleção. Deve-se anotar seu nome como uma grande promessa do futsal. São exemplos assim que nos motivam a acreditar cada vez mais na modalidade, e principalmente, no potencial feminino.





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